Como o Chile é um país de contrastes, quem procura uma viagem fora do convencional para as próximas férias ou feriados prolongados vai se surpreender se optar pelo Atacama, o deserto mais seco do planeta que fica a poucas horas de vôo de São Paulo, pela LanChile (quatro horas até Santiago e mais quatro até Calama).
Com sua ancestral cultura indígena, a região Norte do Chile tem atraído um número recorde de turistas que querem conhecer suas riquezas naturais com conforto. Situado numa área de mineradores, mistura belezas, cultura e arqueologia.
Sua aridez natural gera ótimas condições para os apreciadores de artefatos Incas e que esperam muito mais do que monótonas paisagens desérticas ou aquele visto e revisto dos roteiros mais tradicionais.
Lá, as paisagens se multiplicam. Vão se sucedendo vulcões, dunas, reservas minerais, gêiseres, rios, fontes termais e esculturas que dependendo da imaginação de cada um, têm um significado. No caminho ao hotel explora en Atacama (com “e” minúsculo mesmo) há quem diga que avistou um esqueleto de dinossauro.
Tudo por conta da poeira, dos paredões e das formações rochosas ao longo da Cordilheira do Sal que fazem a cabeça viajar ainda mais como se Steven Spielberg estivesse por lá.
Coisa parecida com o que acontece no extremo Sul, na Patagônia, quando os turistas juram de pés juntos que avistaram guanacos pela região. Eles existem mas não se deixam ver tão facilmente.
O vale e os cristais
Através da Cordilheira do Sal, ou como os chilenos dizem, Cordilheira de la Sal, chega-se a um dos pontos mais conhecidos do Atacama: o Vale da Lua ou Valle de la Luna.
O ideal é chegar ou ficar lá até o pôr-do-sol, quando se tem a impressão de estar pisando num terreno de vidro.
Tudo por obra de cristais de gesso (sulfato de cálcio), que vão se depositando em sua encosta, brilhando com a luz solar.
Um espetáculo para os olhos que mistura o brilho do vermelho, do violeta e do marrom, até ser devorado, pouco tempo depois, pela imensa escuridão que tomará conta da paisagem.
O Vale da Lua tem fácil localização: dista apenas 27 quilômetros de San Pedro do Atacama, cidadezinha de parada obrigatória para quem cruza a região.
Tem esse nome por uma razão simples: o lugar lembra a superfície lunar, toda cheia de erosões formadas pelo vento e pela água.
No caminho para o Valle de la Luna, avista-se a rocha Três Marias, escultura natural formada pela erosão do vento, com o formato que lembra três mulheres ajoelhadas.