09 de julho de 2026
Esportes

Judô: Sabino diz que árbitro o prejudicou

David Cintra
| Tempo de leitura: 3 min

O judoca Mário Sabino Júnior não está nada contente com as arbitragens de suas lutas na seletiva olímpica. O atleta bauruense, que defende a AD São Caetano, disputa vaga nos Jogos Olímpicos de Atenas contra o brasileiense Luciano Corrêa, do Minas Tênis Clube. O confronto entre os dois está empatado e será decidido na última série, no próximo dia 3 de abril, provavelmente em Santos.

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) instituiu para os Jogos de Atenas um novo sistema de disputa pela vaga. Os judocas pré-qualificados pelo ranking da entidade, disputam o direito de ir a Atenas em confrontos diretos, com três séries de três lutas cada.

Segundo Sabino, na primeira série, em São Paulo, o árbitro carioca Jefferson da Rocha Vieira já o prejudicara. “Ele não foi correto em suas marcações. Mas eu achei que era apenas um erro, o que é normal acontecer. Só que em Ipatinga (MG), na segunda série, os erros foram maiores e escandolosos. Inclusive, gente da imprensa que estava no local viu e comentou o absurdo que foi”.

Sabino conta que o árbitro inclusive foi substituído após a segunda luta em Minas. “Todos viram que eu estava muito nervoso. Depois de vencer a primeira luta, era para ter feito 2 a 0 e encerrado a série, mas ele me prejudicou claramente, o Luciano venceu a luta e empatou a série. Eu tenho a fita da luta em casa e o erro dele é claro”, revela.

O judoca não se conforma de colocar em risco o trabalho que desenvolve a quatro anos para ir aos Jogos. “Eu poderia ter ficado fora da Olimpíada. Isso porque mesmo que eu provasse o erro dele (o árbitro), o resultado das lutas não pode ser modificado. Agora eu não sei o que se passa, porque eu não fiz nada para ele, não sei o que ele tem contra minha pessoa”, queixa-se o judoca.

Oficialmente, Sabino ainda não pensa em tomar qualquer atitude, apenas vai solicitar a seu clube que envie uma representação à CBJ, para que Vieira não seja o árbitro de sua luta na série decisiva. “Se o clube solicitar, dificilmente a CBJ vai escalar o mesmo árbitro. Mas eu não posso deixar passar o que aconteceu em Ipatinga sem que as pessoas fiquem sabendo, mesmo que ele não seja o árbitro na próxima série”, declara.

O judoca esclarece ainda que esta é a primeira vez em sua carreira que tem problemas deste tipo. “Eu nunca reclamei de arbitragem, inclusive sou conhecido na imprensa por meu sangue frio. Dizem que eu luto e não demonstro meu cansaço ou minhas emoções. Eu não quero ajuda da arbitragem, não quero ser favorecido, mas não quero ser prejudicado”, desabafa.

Mário Sabino está em Bauru, onde faz manutençaõ da parte física. Os treinos específicos de judô, o atleta realiza em São Caetano do Sul, para onde deve viajar já neste final de semana. “Como a terceira seletiva será já no dia 3 de abril, nem dá muito tempo para descansar. Agora é treinar e treinar para manter o trabalho que vem sendo feito há quatro anos”, declara.

Para os confrontos decisivos contra Luciano Corrêa, Mário Sabino diz estar bem. “Há uma tensão natural, porque está em jogo uma vaga olímpica, mas estou bem preparado e tenho certeza que vou conseguir vencer”, finaliza.