Araraquara - As primeiras internas que ocuparão o Centro de Ressocialização (CR) feminino de Araraquara (125 quilômetros a Nordeste de Bauru) devem chegar nos próximos dias, segundo informou o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.
O CR, instalado no prédio onde funcionava a antiga cadeia pública da cidade, foi inaugurado na última segunda-feira. É a terceira unidade deste tipo para mulheres no Estado de São Paulo. Os outros dois estão em Rio Claro e São José dos Campos.
Para a unidade de Araraquara, as internas - todas do município ou da região, num raio de até 70 quilômetros - já foram triadas pela direção da unidade em parceria com a Associação de Proteção e Assistência Comunitária (Apac), Organização Não Governamental (ONG) que busca parcerias para as oficinas de laborterapia, para identificar quais delas têm um perfil ressocializável. O local tem capacidade para 100 reeducandas.
De acordo com o secretário Furukawa, o modelo prisional, idealizado durante os primeiros anos de sua gestão, não é mais um projeto, mas sim um trabalho que dá certo na recuperação do condenado. “Nosso índice de reincidência é muito pequeno, em torno de 15%”, declara Furukawa.
O CR será dirigido por Marisa Fonseca Monteiro Latorre, que já esteve à frente de unidades prisionais femininas da Capital e está há três anos como responsável pelo Centro de Reabilitação da Penitenciária Regional de Araraquara.
Para a adaptação total do prédio, que tem 1,1 mil metros quadrados de área construída, foram gastos R$ 243 mil. O CR feminino deverá suprir a deficiência da região de cadeias e presídios para mulheres.
O local recebeu, além dos alojamentos, uma sala de aula, duas salas para revistas, duas salas íntimas, um consultório odontológico e outro médico.
Os CRs abrigam principalmente presos com a situação prisional definida e possuem uma nova visão da reclusão do condenado.
No lugar das tradicionais celas, entram os alojamentos, com capacidade para dez internos. Os presos também são chamados de reeducandos ou internos, pois segundo Furukawa só ficam em CRs - masculinos ou femininos - pessoas com perfil ressocializável, que cometeram infrações de baixa periculosidade.