A ação constante dos assaltantes para furtar fios de cobre do poço do Departamento de Água e Esgoto (DAE) localizado nos Lotes Urbanizados, na zona norte de Bauru, tem ameaçado o abastecimento de água em diversos bairros da cidade. A autarquia registrou três ocorrências dessa natureza nos últimos 40 dias, a última delas anteontem.
Segundo a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, a Estação Elevatória de Esgoto (EEE), que fica ao lado da Estação de Tratamento de Água (ETA), também foi alvo dos ladrões, que levaram uma peça com valor estimado em R$ 3 mil. No total, os prejuízos do órgão com os furtos passam de R$ 10 mil.
Faria lembra que, no caso do poço dos Lotes Urbanizados, o principal prejuízo para a população é a falta da água causada pelo sumiço dos fios, já que sem eles não é possível abastecer os reservatórios. “Procuramos agir rapidamente para fazer o reparo, mas mesmo assim, há risco do fornecimento ser suspenso temporariamente”, relata.
Há dez dias, porém, moradores de bairros como Bauru 2000, Nova Bauru, Bauru I e Pousada I e II ficaram sem água depois que o poço foi atacado duas vezes em menos de 24 horas. Cerca de 50 metros de cabos foram levados.
“Além dos problemas causados à população, também há prejuízo financeiro para o DAE, porque deixamos de receber água enquanto realizamos o conserto”, relata Faria.
A assessora de imprensa afirma, ainda, que os assaltantes correm sérios riscos de morte ao realizar o furto. “Essas pessoas lidam com alta tensão e provocam um curto na rede para poder levar os cabos”, comenta.
Segurança
Para tentar conter o ímpeto dos ladrões, o DAE estuda, já há algum tempo, a instalação de alarme em poços e reservatórios do órgão, especialmente os mais visados, mas o sistema de segurança ainda não tem prazo para ser implantado. “É preciso fazer o orçamento e ter recursos que possam viabilizá-los”, diz Faria.
No ano passado, a autarquia também registrou o furto de peças nos Lotes Urbanizados. Além disso, 160 metros de fios de cobre do reservatório do Núcleo 9 de Julho, que nem havia sido inaugurado, desapareceram.
O DAE tem sofrido, ainda, com o sumiço de tampas de poços de visitas da rede de esgoto. O pico de desaparecimento foi em fevereiro de 2003, quando 24 delas precisaram ser repostas. Com cada uma, o órgão gasta cerca de R$ 70,00.