Você já pensou em outra pessoa, enquanto estava em um relacionamento com alguém? Você já concretizou esses pensamentos?
Que problemas você e seu parceiro estavam enfrentando na ocasião? Você está se preparando para ter um caso?
Um caso é definido como qualquer relacionamento significativo que afasta uma pessoa de seu relacionamento amoroso seja de forma física e/ou emocional.
Mas o que muitos não sabem é que um caso pode incluir qualquer coisa: uma noite apenas, encontros regulares com simples beijinhos e o que, na maioria das vezes, é considerado um caso, ou seja, um completo relacionamento sexual.
“Nós advertimos as pessoas a não se enganarem, pensando que apenas porque não estão fazendo sexo não estão tendo um caso”, afirmam os psicólogos australianos Jo Lamble & Sue Morris, autores do livro “Nosso Louco Amor - Apesar de Todos os Defeitos, Lado a Lado” (164 páginas, Editora Fundamento).
Eles apontam que no coração de todo caso está a mentira. “Mentira é a conseqüência inevitável de um caso e pode ser sobre a hora, pensamentos sobre outra pessoa, dinheiro, sexo e onde você esteve.”
Segundo os psicólogos, o que um caso faz é quebrar os laços de compromisso. Quem alimenta idéias sobre outra pessoa, não está totalmente comprometido com o parceiro.
Achar uma pessoa atraente de vez em quando é perfeitamente normal, mas pensar sobre um relacionamento potencial com alguém é um perigo.
Reações
Choque, raiva, entorpecimento e tristeza são alguns dos sentimentos que invadem quem descobre que seu parceiro está tendo um caso. A alta ansiedade e até mudanças físicas como engordar ou emagrecer, náuseas, diarréias também podem ocorrer. Até um retraimento social não está descartado, pois a pessoa traída se foca em repassar na mente alguma situação que tenha desencadeado o caso.
“Você pode tentar esclarecer esses incidentes com seu parceiro, que pode estar ou não disposto a esfregar sal na ferida. Infelizmente, o que acontece com freqüência, depois que um parceiro conta que teve um caso, é que eles não querem falar mais nada sobre isso. Eles acreditam que pondo um fim no caso é missão cumprida”, comentam os autores.
Reconstruindo a relação
Um caso não precisa significar o fim de um relacionamento, mas para reestabelecer os vínculos afetivos é preciso que o casal assuma posturas de “salvação” num primeiro momento e resgate o romance numa segunda etapa. A terapia de casais não está descartada.
Quem teve o caso deve ouvir o parceiro e estar ciente de que respostas defensivas vão sempre parecer desculpas esfarrapadas. Neste caso, também não se deve fugir dos questionamentos como se um fosse o criminoso e outro, o delegado. Simples questões como “onde” “quando” e “quem” podem ser relevantes para aliviar as pressões por repostas mais complexas como “por quê”.
Os psicólogos aconselham à pessoa que estava do outro lado que ela também tome uma decisão embasada sobre se quer ou não continuar com o relacionamento e decidir e apontar quais comportamentos vai ou não tolerar dali por diante.
Não existe nenhuma mágica para refazer o senso de confiança em um relacionamento, para resgatá-lo é preciso tempo e atitude.
Se um relacionamento sobreviver a um caso, ambas as partes têm que estar preparadas para aceitar que cada um deve assumir a responsabilidade de desenvolver um relacionamento diferente.
“Corte por inteiro o vínculo com a terceira pessoa. Não adianta só abandonar o sexo. Discussões pessoais, cafezinhos e telefonemas devem ser eliminados. Se o caso é um colega de trabalho o contato deve ser estritamente profissional. Qualquer encontro, mesmo involuntário com o caso, deve ser relatado ao parceiro”, aconselham Lamble e Morris. Eles advertem que é preciso mudar o comportamento pelo bem do relacionamento.
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Espaço para o romance
O terapeuta familiar inglês Steve Biddulph, autor dentre outros bestseller “Porque Escolhi Você”, defende a tese de que romance e sexo são dois lados da mesma moeda. O comportamento do homem e da mulher com o passar dos anos na história da humanidade sempre foi inadequado às relações, pois a mulher não alcançava o contato emocional, nem a satisfação física que precisava e homem se sentia grosseiro, indesejado e sexualmente desesperado.
Nesse aspecto Biddulph aponta a atenção e o diálogo como os maiores presentes românticos do mundo. Mas para fazer com que o amor tenha maiores chances de crescer é preciso montar o cenário, principalmente depois do nascimento dos filhos: cultivar um belo lugar, um espaço para ficarem juntos. Segundo o terapeuta, bons ingredientes para não deixar o amor e o sexo se divorciarem incluem:
Privacidade – Ponha uma tranca na porta. Cortinas nas janelas, isolamento acústico no resto da casa, se possível. Tenha música no quarto. Não tenha telefone no quarto. Se nessa época de sua vida há uma criança dormindo no mesmo local, sugerimos que a faça dormir mais cedo, carregue-a nos braços e coloque-a, em segurança, em outro cômodo da casa, até que vocês tenham tido o seu tempo juntos para fazer amor. Mais tarde, traga a criança de volta para o quarto.
Atmosfera (tornando-a especial) – Use cores, tecidos, flores, incenso, música e meia-luz para aumentar o prazer de estimular os sentidos. Livre-se da desordem, não trabalhe na área, não use a cama para discutir finanças ou planos para a reforma da casa.
Economizar energia – Quando fazer amor é o último acontecimento do dia, pode haver uma luta acirrada entre o sono e o estímulo. Colocar as crianças na cama mais cedo, ir para a cama mais cedo, dar prioridade ao tempo em que podem estar juntos, tudo isso ajuda.
Sair para namorar – Mesmo que estejam casados há 40 anos, sair juntos é sempre especial, sendo importante prestar atenção à própria aparência e, se tiverem filhos pequenos, à escolha de quem vai cuidar deles enquanto vocês saem. Cada um dos parceiros deve organizar os encontros: convidar o outro para sair, providenciar alguém para tomar conta das crianças, fazer as reservas e dirigir o carro, de maneira a estar obsequiando o outro. É um compromisso como uma consulta médica ou uma reunião de trabalho. Vocês também podem marcar um encontro para ficar em casa juntos!
Dar e receber – Se vocês dois estão se sentindo com pouca energia e carentes, decidam o que podem dar e receber um do outro. Por exemplo: você faz o café, eu lhe faço uma boa massagem. Com pequenos “presentes” ofertados um ao outro, vocês podem reunir a energia que ainda tiverem.