08 de julho de 2026
Bairros

Artista quer colorir a cidade

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Imagine andar pelas ruas de Bauru e se deparar com murais coloridos em locais públicos. Essa é a proposta do arquiteto e artista plástico Roberto José Echeverria, aprovada pela comissão julgadora do Programa Municipal de Estímulo à Cultura.

Até novembro deste ano, a cidade deve ganhar 100 metros quadrados de murais pintados à mão por Echeverria. Os locais ainda não foram definidos pelo artista, mas ele adianta que quer dar cores ao Pronto-Atendimento Infantil (PAI), da Secretaria Municipal de Saúde, e ao Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva”.

Echeverria também pensa em decorar escolas públicas e o prédio da Praça das Cerejeiras, entre outros locais. O projeto é denominado “Arte mural popular”.

“É uma forma mais barata de levar alegria ao povo, que não seja uma iniciativa de empresa privada que vai tirar proveito disso. É uma manifestação colorida de alegria”, diz o artista.

Ele afirma que os murais irão “vestir” as partes abandonadas da cidade. “Nos hospitais, as paredes têm de ser alegres, bonitas. As pessoas mostram constantemente que precisam de coisas alegres, e não sujas e feias”, atesta Echeverria.

E reforça que não quer concentrar seu trabalho na região central da cidade. “Vou tentar estabelecer prioridades. O Centro não precisa de nós. Vamos direto para a periferia, onde o povo precisa. A idéia é deixar tudo bonito”, salienta.

Com 100 metros quadrados, Echeverria acredita que será possível fazer cinco ou seis murais até o mês de novembro. Ele explica que são figuras coloridas e abstratas.

“O mural é uma figura que não deve pesar no ambiente porque é grande - pega toda uma parede. Tem que ser como uma música ambiente: não te atrapalha e te entretém. Ele é parte do ambiente”, expõe.

O artista conta que a idéia de espalhar murais pela cidade surgiu a partir da observação de que, em geral, não há preocupação estética com locais públicos. “Eles são cinzas, feios, sujos, abandonados. No PS, você vê umas coisas horríveis. Por que esses lugares não podem ter aspecto bonito, alegre, divertido?”, questiona.

“As grandes cidades do mundo têm arte na rua. Colocam esculturas, pinturas nas paredes, ou fazem o que é mais conveniente para que o público tenha a sensação de estar em casa”, acrescenta Echeverria.

Ele elogia a iniciativa da administração municipal na aprovação da lei de Estímulo à Cultura. “Aplaudo entusiasticamente a idéia de que haja um organismo público que dê respaldo para que o artista continue desenvolvendo seu trabalho. Essa ajuda financeira é fantástica”, destaca.

O artista plástico espera que os murais atraiam outros artistas interessados em dar continuidade a esse trabalho, enchendo a cidade de pinturas.

“O município deu um passo à frente gigantesco porque está reconhecendo a necessidade do público de Bauru ter esse tipo de alegria”, insiste.