O ator austríaco naturalizado norte-americano Arnold Schwarzenegger é o mais recente exemplo da ação do marketing eleitoral. Eleito governador da Califórnia - o mais importante estado norte-americano -, Schwarzenegger é a prova de que, muitas vezes, o marketing funciona na seara da política.
Homem do mundo dos espetáculos, ele tinha tudo para não obter sucesso na sua empreitada: forte sotaque alemão, o passado de fisiculturista, o presente na condição de ator de cinema e sua dúbia condição política (ligado aos Kennedy - democratas - e filiado ao Partido Republicano).
Como não tem passado político e administrativo, vai ser julgado pela sua filmografia. Em “True lies”, por exemplo, Schwarzenegger enfrentou e matou centenas de terroristas, principalmente de origem árabe, o que alimenta o imaginário popular da comunidade californiana, que o elegeu governador.
O fato de ser muito conhecido e mais a facilidade com que se comunica com a população foram fatores decisivos para sua eleição. Mas tudo muito bem montado, como num set de Hollywood: boas montagens, roteiros cuidadosamente elaborados, cenários atraentes, textos escritos por especialistas e recursos audiovisuais. A fórmula emplacou.