08 de julho de 2026
Bairros

Projetos contemplam praças e PETs

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 4 min

Duas iniciativas que receberão incentivo da Secretaria Municipal de Cultura atuarão em cinco praças e cinco escolas do Programa de Encontro da Turma (PET) de Bauru. Os projetos beneficiarão bairros como Núcleo Octávio Rasi, Parque Jaraguá, Núcleo Beija-Flor, Parque Alto Alegre, Jardim Bela Vista, Jardim Panorama, Vila Universitária, Jardim Higienópolis e Jardim Redentor.

“O canto dessa cidade sou eu” será desenvolvido pela Associação Cultural Arte Viva e tem como objetivo desenvolver a potencialidade musical de crianças e adolescentes em cinco PETs da cidade - são unidades gerenciadas pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social.

Já “Pé de Breque” tem como objetivo criar uma ludoteca (ou brinquedoteca) ambulante que percorrerá cinco praças de Bauru. São elas: Praça da Paz, no Jardim Panorama; Praça dos Expedicionários, no Jardim Bela Vista; Parque Vitória Régia, na Vila Universitária; Praça Luiz Zuiani, no Jardim Higienópolis e Praça Professora Anália Mendes, no Jardim Redentor.

Dois brinquedistas - profissionais de artes plásticas e jornalismo - levariam jogos e brincadeiras educativos a crianças e adolescentes dos bairros, estimulando a criatividade, a sociabilidade, e reintegrando as praças como espaços de lazer das comunidades.

Os brinquedos e os brinquedistas chegam em bicicletas adaptadas com toldo, bagageiro e outros apetrechos lúdicos, como bolinhas de sabão. O figurino dos monitores é especial e também faz parte da atividade.

De acordo com Luiz Maia, responsável pelo projeto, um dos objetivos é atrair o públicos dos bairros próximos às praças. Ele acredita que a facilidade de acesso aos locais escolhidos para a ludoteca também facilitariam a participação de moradores de outros setores da cidade.

O “Pé de Breque” terá dois anos de duração. Dois meses serão de elaboração dos materiais utilizados e dez meses destinados à execução. O trabalho será desenvolvido de segunda a sexta-feira, em rotatividade nas cinco praças, com duração de três horas ao dia. “Queremos dar a todos a oportunidade de brincar e estimular essa atividade, que é fundamental para o desenvolvimento do ser humano”, avalia Luiz.

Arte viva

O projeto “O canto desta cidade sou eu” prevê atendimento a crianças de 7 a 12 anos nos PETs de Bauru. São locais em que elas passam o período do dia em que não estão na escola, enquanto suas mães trabalham. Lá, elas têm aulas de judô, balé e atividades de marcenaria, entre outras.

De acordo com Sônia Berriel, coordenadora do projeto, serão ministradas aulas semanais a grupos de 40 crianças, nos períodos da manhã e da tarde. São atividades de canto, musicalização infantil, relaxamento, respiração e dinâmicas de grupo “Queremos desabrochar a personalidade artística das crianças”, diz.

O projeto será encerrado com um recital no Serviço Social da Indústria (Sesi) de Bauru, em que as crianças cantarão as músicas que aprenderam durante os meses de aulas.

“As crianças não têm coordenação rítmica. Elas vão desenvolver ritmo e prontidão. Vamos resgatar músicas populares brasileiras com mensagens infantis e folclore brasileiro. O repertório é voltado especialmente para resgatar coisas que a criança não ouve com freqüência”, explica Sônia.

Participam do projeto duas professoras, duas monitoras e uma coordenadora. Sônia adianta que quer dar continuidade do trabalho em 2005, apresentando novo projeto à Secretaria Municipal de Cultura. “Há muita coisa a ser feita na cidade”, justifica.

Catira

Além de formar novos catireiros, abrindo espaço para que interessados de diferentes regiões da cidade aprendam a dança, os integrantes da Escolinha de Catira do Clube da Viola vão se apresentar em escolas e outros espaços espalhados pela cidade.

A idéia é difundir a cultura regional através da catira, nos diferentes setores de Bauru. O responsável pelo projeto, Benedicto Antônio, mais conhecido como Toninho, conta que percebe, durante as apresentações pelos bairros, o interesse das pessoas pela catira.

“Eles gostam das apresentações. Quando você lança o desafio para o pessoal subir no tablado e tentar acompanhar, você vê o interesse das pessoas. O pessoal começa a se movimentar. Você vê que o pessoal quer participar”, diz.

Toninho ressalta os benefícios à comunidade. “Eu acho que vai ser bom porque todas essas entidades e associações que conseguiram ter um projeto aprovado vão poder fazer mais alguma coisa para a comunidade. Teremos respaldo financeiro e mais um pouquinho de força para trabalhar”, afirma.

A Escolinha de Catira já existe informalmente há seis anos. As aulas são gratuitas e as apresentações, até então, eram realizadas nos bairros mediante ajuda de transporte para os catireiros. Durante esse período, Toninho conta que já ensinou catira a pessoas dos mais diversos bairros de Bauru, tais como Altos da Cidade, Quinta Ranieri, Jardim Bela Vista, Parque São Geraldo, Vila Santa Luzia, entre outros.

O representante do grupo afirma que haverá divulgação nos bairros para que as pessoas saibam das inscrições para a Escolinha de Catira, que serão gratuitas.