08 de julho de 2026
Articulistas

Digitalizando os tempos


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Estamos efetivamente na era digital. Derrubando os muros de lamentações de velhos tabus ela está aí, a todo vapor, impulsionando as embarcações mar a dentro, sem o menor constrangimento, sem receio da impetuosidade de ondas revoltas. Onde ela irá parar ou simplesmente estacionar se já atinge a todos, não deixando liberto quem quer que seja, inclusive os fotógrafos veteranos, surpresos com as imagens de todos os tipos, dos quais não se escondem desenhos, charges e cartuns e, portanto, mostram com tinta álacre a evolução do mundo sem sequer usar uma única palavra? Pois é... Sem escrever no quadro negro da vida coisíssima nenhuma, colocam-se diante dos olhos da humanidade fatos e figuras as mais impressionantes, quando não contraditórias, que os computadores destacam no pano de uma cortina nada espessa de traços e cores. Um simples clique é o bastante para exibir tudo que a menina tem por baixo de suas ínfimas “lingeries”. Vai a nova era em uma velocidade fenomenal, agilizando o trâmite das informações e das imagens, como as que nos têm sido exibidas pelo terrorismo que impera terrivelmente no Oriente Médio e na Espanha, que chegam às ruas e às casas do mundo inteiro com a carreira com que se desenrolam nos próprios locais.

O que tem feito esse uso intenso e extenso da tecnologia? Tem feito muito, bem e mal, inclusive dividindo as atitudes e pensamentos dos profissionais que, consequentemente, nem sabem como se salvar do voluptuoso oceano da internet a que foram lançados e que tende a martirizar problematicamente as gerações futuras com a globalização que domina irrefreavelmente tantos setores e não deixará de atingir a este. Não são poucos os que observam a informática como um instrumento a favor da criatividade humana e não poderia ser diferente, já que não podem simplesmente deixar de valer-se da douta tecnologia para solucionar questões eminentemente conceituais. Equidistante dessa órbita há muito para ser acudido, pois que também as pequenas coisas reclamam uma valorização da qual não podem ser marginalizadas a título nenhum, pois foram pensadas e feitas para existirem eternamente. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

"Uma árvore em flor fica despida no outono; a beleza transforma-se em lealdade; a juventude transforma-se em velhice e o erro transforma-se em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparência e o vazio existem simultaneamente". Dalai-lama.