Na natureza, há um permanente intercâmbio de água entre os seres vivos, o ar, o solo e o oceano. A água determina o grau de umidade do ar e do solo, afeta os climas e os ventos. Alterações no ciclo hidrológico mudam os regimes das chuvas nos ecossistemas, conforme acontece quando os fenômenos ‘El Niño e La Niña’ se formam, provocando secas e incêndios em algumas regiões do mundo e inundações e maremotos em outros locais (SÍDIO MACHADO em Biologia, Scipione, 2003).
Ontem, 22 de março, foi Dia Mundial da Água. Como biólogo e educador que sou, não poderia deixar de expressar meu sentimento de angústia e preocupação sobre o assunto e propor algumas reflexões. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, no ano de 2025, cerca de 2,7 bilhões de pessoas não terão água para atender às suas necessidades mínimas (1700 m3/ano). Por que será? Estamos utilizando de maneira sustentável o uso da água? Estamos conscientes do nosso dever enquanto cidadãos? O que estamos fazendo com o aprendizado que temos? Será culpa (se é que podemos culpar somente alguns) do mau gerenciamento dos recursos hídricos pelos governos?
Não. Temos consciência da situação das águas dos nossos rios, do que estamos fazendo com elas: esgotos domésticos e industriais, derrubada das matas ciliares, uso abusivo, envenenamento do solo, prejudicando, por infiltração e lixiviação, os lençóis freáticos e cursos d’água... Estamos maltratando o planeta – estamos nos maltratando... O que queremos para nós, para nossos amigos, nossos filhos? O que deixaremos como herança às futuras gerações? Um dia desses teremos uma resposta da mãe-natureza e, com certeza, não nos alegraremos com ela. Fica aí uma reflexão para quem puder e quiser colaborar. E, ainda, ações que muito colaborarão com a mudança que almejamos. Um abraço com apelo daquele que ama a vida!
Prof. Ms. João Alfredo Carrara - RG. 16.828.878