08 de julho de 2026
Regional

Caçador de tatu é preso em Avaí

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Avaí - Policiais civis e militares de Avaí (39 quilômetros a Noroeste de Bauru) prenderam no começo da tarde de ontem Jair Simoni, 40 anos, acusado de porte ilegal de arma e crime ambiental.

Na casa dele, os policiais encontraram uma espingarda calibre 32, 11 cartuchos intactos e 11 deflagrados, seis redes de pesca, quatro armadilhas para capturar animais silvestres e 17 tatus abatidos, limpos e congelados.

A carne estava armazenada dentro de um freezer, no quintal da casa do acusado. Segundo o delegado José Firmino de Oliveira, titular da Delegacia de Polícia de Avaí, sobre o freezer haviam vários tapetes e sacos vazios para tentar escondê-lo.

A caça ao tatu é uma prática proibida por lei, por se tratar de um animal silvestre. O crime é inafiançável e a pena varia de seis meses a um ano de detenção.

Além do crime ambiental, Simoni responderá ainda por porte ilegal de arma, cuja pena varia de um a três anos de prisão.

Segundo o acusado, a espingarda é uma herança do avô e não estaria sendo usada para caça. Quanto às carnes, ele disse que serviriam para consumo próprio.

O delegado não soube informar o que será feito com o que foi apreendido. Ele disse que irá entrar em contato com os órgãos competentes para saber qual será a destinação das carnes.

Além dos tatus, foi apreendido ainda dois peixes grandes. Segundo Firmino, recentemente foram registrados boletins de ocorrência por causa de furtos em lagoas particulares na cidade. O caso está sendo investigado pelo delegado, que não descarta a hipótese dos peixes apreendidos serem de uma dessas lagoas.

De acordo com o delegado, o crime ambiental foi descoberto em meio a uma investigação para apurar o furto de um porco e de uma galinha na cidade.