08 de julho de 2026
Política

PT a um passo de fechar com Tuga

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A aliança do PT com o PDT para a disputa à Prefeitura de Bauru deverá ser referendada no próximo dia 3, em conferência municipal petista. Os participantes do evento vão discutir e votar as duas teses registradas que vão definir a participação da legenda nas eleições municipais de outubro. Uma defende candidatura própria a prefeito. A outra briga pela formalização de uma aliança com o PDT, que lancará Tuga Angerami à prefeitura.

Segundo o Jornal da Cidade apurou, se não houver imprevisto, a expectativa é de que 78 dos 87 delegados com direito a voto vão dizer sim em apoio à candidatura de Angerami, cujo vice será indicado pelo conjunto de dirigentes e militantes petistas.

O PT de Bauru é controlado pela Corrente Articulação - que representa 90% dos 1,6 mil filiados -, cujos representantes mais conhecidos são a presidente da executiva municipal, Estela Almagro, e o vereador José Carlos Batata. O grupo é defensor unânime da aliança com o PDT.

Os petistas que militam nessa corrente são ligados ao conjunto majoritário que domina o partido em todo o País e tem como figuras expoentes o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.

Os 10% restantes estão representados na Corrente O Trabalho, conhecida pelas suas posições radicais, como a ruptura com o sistema financeiro internacional. O sindicalista Roque Ferreira - defensor de candidatura própria à prefeitura - é a figura mais conhecida do grupo, que não tem representantes investidos em mandatos. Marcos Sokol e Júlio Turra - membros do diretório nacional - são os militantes com maior expressão da corrente.

Melhor opção

Para Estela Almagro, o melhor caminho a ser trilhado pelo PT nas eleições deste ano cruza com as pretensões do ex-deputado Tuga Angerami (PDT), que já foi prefeito (1983/1998), disputou a última eleição municipal e só não sentou na cadeira mais importante da cidade por uma diferença de pouco mais de mil votos a menos de Nilson Costa.

“A cidade, hoje, se encontra num quadro atípico. Nós precisamos não é somente caminhar para frente. Precisamos resgatar os 15 anos que ficaram para trás. Por que eu acho que nós não devemos ir sozinhos para a disputa? Porque acho que ninguém sozinho vai governar essa cidade”, argumenta.

Na avaliação dela, o momento político pede a união de forças de todos os segmentos organizados da sociedade para vencer a crise institucional que assola o município há cinco anos. “Essa avaliação não é minha e nem uma posição eleitoreira. É voz corrente na cidade, que está desgovernada.”

Estela não acredita que um grupo político isolado conseguirá vencer a eleição municipal. “E se isso ocorrer, com certeza vai ter dificuldades de governabilidade. A cidade precisa de despojamento e de espírito público para avançar”, finaliza.