Jaú – A produção de calçados da coleção outono-inverno deve gerar até o final de abril um aumento no número de postos de trabalho em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru). Segundo estimativas dos sindicatos da indústria e dos trabalhadores do setor, as fábricas locais devem contratar, aproximadamente, mais de 1.000 trabalhadores.
Desse número total, cerca 600 representariam efetivamente a criação de novas vagas de trabalho. O restante seria referente a recontratação de funcionários, que foram demitidos das fábricas em dezembro do ano passado, ao final da produção primavera-verão.
“A produção de calçados é sazonal e nós temos uma rotatividade muito grande. Em dezembro, em geral, cerca de 600 funcionários saíram do mercado de trabalho”, explica Ademar Pereira da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Calçados.
Segundo ele, tradicionalmente, as indústrias do setor empregam um número maior de pessoas durante a coleção de inverno. Isso porque a produção desse tipo de calçado seria mais complexa e trabalhosa.
“A coleção de inverno tem um grau de dificuldade maior para a realização das tarefas. Para confeccionar dez pares de sandália, por exemplo, você utiliza em média dez trabalhadores. No inverno, esse número chega a aumentar 50%”, explica.
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, Ângelo Soave, afirma que desde fevereiro as fábricas iniciaram um processo de contratação de mão-de-obra. Algumas, segundo ele, estariam tendo dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados.
“Nós empregamos muito mais gente nessa época. Ao ponto de estar faltando até mão-de-obra qualificada em Jaú, para trabalhar no pesponto e acabamento de sapatos”, afirma.
De acordo com o presidente do sindicato dos trabalhadores, as fábricas estão oferecendo vagas em várias funções, como as de pespontador, montador, cortador, armador, ajudante-geral, entre outros. “Tem fábrica aqui que todo o dia nos liga perguntando se temos funcionários para indicar”, conta Silva.
Sazonal
Segundo Soave, cerca de 5% dos funcionários do setor de calçados trabalhariam de forma sazonal. Eles são contratados, em geral, de agosto a dezembro para a produção da coleção primavera-verão e de março a maio para a coleção outono-inverno.
Ao final de cada produção, normalmente ocorrem baixas nas fábricas. Entretanto, Soave afirma que em dezembro do ano passado, o número de demissões ficou acima da média, devido ao desaquecimento das vendas no mercado interno. “Cerca de 600 pessoas foram demitidas. O que é um número grande para nós. Normalmente, nessa época, são demitidas de 300 a 400 pessoas”, diz.
Com a recuperação das vendas nos últimos dois meses, Soave explica que as indústrias estão tentando recontratar os funcionários, além de criar novas vagas de trabalho para atender a demanda da coleção outono-inverno.
Na avaliação do sindicalista, a expectativa de aumento das exportações em cerca de 20% neste ano também tem animado o setor.
“As vendas (neste começo de ano) foram mais aquecidas do que nós imaginávamos e do que as empresas estavam preparadas. Por isso, vamos contratar mais do que o normal”, afirma. “Em geral, a taxa de criação de novas vagas fica em torno de 5% e esse ano podemos chegar a 11%”, completa.
As fábricas de calçados em Jaú mantêm, em média, cerca de 5 mil postos de trabalho formalizados, além de 2 mil na informalidade. O município possui cerca de 200 empresas neste setor.
• Serviço
Para mais informações sobre as vagas de trabalho, o telefone do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Calçados é o (14) 3624-7745.