01 de junho de 2026
Turismo

Do Leme a Grumari

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Todas as praias do Rio convidam ao desfrute. Do Leme ao Pontal, do Pontal da Grumari. E cada ponto tem seu público alvo.

Se Manoel Carlos, o novelista da Globo e outros descolados elegeram o Leblon como a sua, a turma do GLS prefere para a paquera ou simplesmente curtir o sol o “point” da rua Farme de Amoedo, em Ipanema.

Já os sarados se concentram na Barra da Tijuca, proximidades da Barraca do Pepê. Mais para frente, na Prainha, o agito fica por conta dos surfistas contando suas aventuras sobre as ondas.

Longe deles fica a turma do relax. O sossego é encontrado além da Barra, em Grumari, numa área de proteção ambiental. Neste lugar, onde muitas vezes a gente esquece que está numa grande metrópole, o mar é belíssimo e há sombra na praia por conta de frondosas amendoeiras que se encarregam de apaziguar o calor dos 40 graus.

Entretanto, Copacabana continua sendo a “princesinha do mar”, imortalizada pela obra de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Sua ampla faixa de areia é freqüentada durante as largas horas do sol do verão. Mesmo antes do amanhecer, uma legião de atletas amadores já cruza a extensão da orla pelo calçadão, a pé ou pela ciclovia.

Ao cair da tarde o calçadão ganha luzes próprias e ferve com a audiência em torno dos quiosques à beira da praia, que dividem o movimento com as dezenas de bares de frente para o mar. O chope gelado e a caipirinha ou a água de coco, para reidratar, rebatem uma interminável série de petiscos, também conhecidos como tira-gostos, que valem como uma refeição.

Como carioca não gosta de dias cinzentos, quem vai ao Rio não pode deixar de percorrer suas praias de ponta a ponta para sentir porque o Rio é único, sendo o lugar mais visitado pelos turistas estrangeiros em suas viagens ao Brasil.

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Palmeiras-imperiais

A Cidade Maravilhosa reserva outros redutos sombreados para quem quer fugir do calorão. Caso da Floresta da Tijuca, a maior reserva tropical dentro de uma cidade e o Jardim Botânico, “plantado” por dom João VI durante o exílio forçado por conta das forças de Napoleão que ameaçavam Portugal.

O Jardim Botânico, no bairro do mesmo nome, é paradisíaco. Ultrapassando seu imenso portão, o visitante se deparará com plantas de todas as espécies. Destaque para as palmeiras-imperiais produzidas a partir da palma-mater plantada por dom João VI, no início do século 19.

O parque foi criado pelo rei para a aclimatação de plantas tropicais e hoje possui mais de 5 mil variedades de plantas, horto, herbário, biblioteca e orquidário.

Não deixe de sacar uma foto das palmeiras, da fonte de ferro fundido imponente em meio à vegetação e da lagoa de vitórias-régias.

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Reserva da Bioesfera pela Unesco são alguns dos títulos que esse autêntico monumento ao verde conquistou às vésperas de completar dois séculos de existência.

Ainda na região, visite o Parque Lage que também tem entrada pela rua Jardim Botânico. Neste lugar de paz que antigamente foi uma chácara, funciona a Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro.

No antigo sobrado há sempre exposições e em seu jardim fica a gruta da Cuca, onde foram gravadas cenas da primeira fase da série do Sítio do Pica-Pau Amarelo.