08 de julho de 2026
Ser

Minha história: Ney Wilson B.


| Tempo de leitura: 4 min

Tudo começou em novembro de 2001 quando eu ouvi meus irmãos comentando que tinha um amigo deles que só falava de mim no serviço. Eu ouvia e não dava a mínima importância. Eu estava cursando o 3º colegial... Mas meus irmãos continuavam falando dele, que ele nem trabalhava direito, não comia, só tinha o meu nome na boca. Eles começaram a trazer recado dele, cada dia um recado diferente. Mas quando ele ligava na minha casa para avisar meus irmãos que eles tinham que entrar mais cedo no serviço (ele era encarregado dos meus irmãos), por coincidência eu atendia o telefone e ele mal falava comigo. Eu achava que era mentira dos meus irmãos. Mas o tempo foi passando e quando ele retornava a ligar para meus irmãos, eu tentava puxar conversa para saber se era verdade o que eles diziam, mas ele não demonstrava nada. Só a sua voz saía trêmula!

Então, passou novembro, dezembro e só no final do ano nós estávamos conversando melhor por telefone!

Na véspera do Ano Novo, ele perguntou se eu passaria com ele numa chácara. Concordei, porque seria a primeira vez que nós íamos sair juntos. Chegou a véspera do ano, fiquei esperando ele na casa da minha avó e ele não veio. Não pensei que tinha levado um bolo. Fiquei sabendo pelo irmão dele que estava com dor de barriga. Então, no outro dia, ele me ligou, não me contou o motivo, mas me pediu desculpas por não ter ido me buscar. Combinamos de sair no dia 12/01/02, um sábado, como sempre ele chegou atrasado. Marcou 7h30, mas chegou 8h48. Estava eu quase desistindo, mas fui mesmo assim. Nosso primeiro encontro, primeiro dia em que ficamos “sozinhos”, com o meu irmão e com a menina que ele estava ficando. Eu, como era o primeiro dia, falei mais que a boca.

Estava nervosa, ele era mais velho. Só escutava, então teve uma hora que eu parei de falar e disse para ele falar dar suas opiniões, mas ele disse que preferia que eu falasse, ele estava gostando de ouvir. Fiquei meio sem graça, mas continuei. A hora passou, ele me levou embora. Eu e meu irmão. Combinamos de nos encontrar no outro sábado. Nos despedimos e ele pediu para ligar.

Naquela semana parecia que os dias não passavam, ficava pensando em cada minuto, imaginando se ele estaria gostando de mim, se tinha gostado do meu jeito, e se já sentia saudade mesmo. Eu não tinha ficado com ele, deixei de molho. Liguei na quarta-feira, o pai dele que atendeu, fiquei toda sem jeito, porque não sabia se tinha comentado com a família que nós poderíamos estar saindo, mas perguntei por ele, conversamos no telefone bastante tempo. Toda vez que a gente falava por telefone, era mais de hora. Na minha casa perguntavam o que tanto eu falava, se mal o conhecia. Mas para mim era bastante tempo, e, aos poucos, eu fui descobrindo meu primeiro e único amor. É como se só existisse ele na face da Terra, um moço muito especial, que caiu de pára-quedas no meu coração.

Foi assim que começou a nascer uma linda história de amor. Perto dele é como se todos os lugares que a gente ía eram lindos, as pessoas podiam achar insignificante, mas para mim era lindo.

Chegou sábado. O dia inteiro eu fiquei com aquele friozinho na barriga. Chegou à noite, veio nos buscar de carro, chegou um pouquinho mais cedo do que a outra vez, “pouca coisa”. Eu nem falei, quem mais falava era minha amiga e meu irmão.

Dia 19 de janeiro de 2001. Parecia que eu nunca tinha beijado, senti um friozinho na barriga, minhas pernas bambearam, mas tentei mostrar que estava tranqüila, mas só eu sabia como eu estava. Demos o primeiro beijo, parecia que o céu desabou, e só existia eu e ele no mundo. É como só estivesse imaginando tudo, mas aconteceu tudo em uma brincadeira. Mas nessa brincadeira já fazia um ano e dez meses que estávamos juntos.

Nesse tempo de namoro, muita coisa aconteceu. Tivemos conflito na minha família, pessoa que foi contra, mas ele fez seu papel de homem. Foi pedir para meu pai para me namorar, ele aceitou.

O Ney falou que estava para perder o emprego, mas ele aceitou numa boa.

Eu pensava que era a pessoa ideal, a pessoa que amo muito, mas não foi isso que aconteceu. Não estamos juntos. Terminamos por motivos conhecidos, que eu não concordo.

A minha história de amor, eu nunca imaginava que um dia teria fim. Mas nunca é do jeito que a gente pensa. O mundo dá muitas voltas. Eu vou te esperar em meus sonhos. Eu sei que você vai voltar, porque nós nos amamos. É verdadeiro o nosso amor!!

Francine P.