09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

GRANDES TEXTOS, GRANDES MESTRES


| Tempo de leitura: 2 min

Gostaria de aproveitar este espaço para parabenizar o Jornal da Cidade por sua edição de domingo (21/03). O conteúdo do jornal estava muito bom. Mas como sou leitor assíduo das colunas Opinião e Tribuna do Leitor, quero destacar dois textos. O primeiro, intitulado “sintonia certa”, escrito pelo professor de Língua Portuguesa, Alexandre Benegas. Num espaço pequeno, o autor faz uma análise quase completa do significado das palavras (escrita e falada) em nossas vidas. O que falamos, o que escrevemos pode transformar nossas relações sociais, profissionais, políticas e, até transformar nossa vida, para melhor ou para pior, a gente escolhe. Felizes são os alunos do professor Alexandre pelo privilégio de terem um mestre com tamanha percepção, tão realista e ao mesmo tempo tão sensível.

O segundo texto que chamou minha atenção é de um outro professor, José Reginaldo Furtado, publicada na Tribuna do Leitor, com o título “NA LINHA DE FRENTE”, que fala sobre a Educação. Todos estamos acostumados a ouvir de nossos governantes e políticos que a única alternativa para transformar o Brasil num país justo é a Educação. Só que “inventam” projetos como Bolsa-escola, Amigos da Escola, ampliação da merenda escolar e outros, que, na minha opinião, são projetos excludentes e por isso não trazem soluções definitivas. Antigamente íamos à escola para aprender, hoje as crianças vão à escola para comer, para ter direito à bolsa-escola, ou seja, os valores estão completamente mudados. Como seria diferente se os professores pudessem ter tempo para se reciclarem e poderem elaborar melhor seus programas pedagógicos.

Há muito pouco tempo, o professor representava para nós, alunos, o modelo do que gostaríamos de ser, eram nossos ídolos, depois de nossos pais. Agora os professores não têm mais o respeito que merecem, São agredidos pelos próprios alunos e, muito pior, pelo próprio governo que os submete ao chamado terror psicológico no trabalho, com baixos salários, condições de trabalho inadequadas. Para nossos governantes a Educação é apenas uma obrigação. É como disse Mário Covas “o governo finge que oferece Educação, o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”.

Nossos professores são competentes e dedicados. Estão sempre presentes com propostas, com idéias construtivas para a Educação, apesar dos dissabores que sofrem em sua trajetória profissional. Mas ainda não perderam a esperança de modificar essa situação insustentável e, a prova disso são esses dois professores citados aqui. Só resta aos representantes dos governos entenderem e tomarem atitudes efetivas com relação à Educação, se quiserem ter como resultado uma transformação para a reconstrução do Brasil. (Miguel Garcia - RG: 6.102.027-8 SSP/SP)