30 de maio de 2026
Saúde

Ansiedade deve ser controlada

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Um dos maiores problemas citados por especialistas quando o assunto é lesão esportiva é a ansiedade que a maioria das pessoas tem em obter resultados imediatos. “O aluno mal faz a matrícula e já quer participar de todas as aulas da academia, principalmente as mais badaladas”, ressalta o educador físico Amilton Pereira de Almeida, conhecido como Xuxa.

Ele comenta que, normalmente, essas aulas são muito motivantes: músicas agitadas, variedade de movimentos e frases de incentivo dos professores empolgam a turma para fazer um esforço cada vez maior.

“Só que o principiante deveria começar com uma musculação leve, preparar suas articulações, sua musculatura aos poucos para enfrentar as aulas de atividade mais intensa sem correr riscos. O que acontece é que eles chegam despreparados e querem ir direto para as aulas de alta intensidade. Aí sentem dor, rompem vasos, rompem ligamentos”, afirma.

Outro erro muito comum, segundo ele, é o uso excessivo de carga durante os exercícios. “O professor recomenda três séries com 20 quilos e, quando dá as costas, o aluno põe logo 40 quilos. É lesão na certa”, observa.

Segundo a coordenadora de academia Rosana Fittipaldi, isso ocorre, principalmente, entre os alunos que já freqüentam a academia há mais tempo. “Eles se acham auto-suficientes. Desprezam o aquecimento, o alongamento e as orientações. O resultado disso é que muita gente acaba abandonando as academias por ter sofrido uma lesão”, lamenta.

De acordo com o médico ortopedista Marcelo Horikawa, especialista em medicina esportiva, a impaciência é um grande problema. “Eles querem recuperar em uma semana o que não fizeram numa vida inteira”, alerta.

Freqüentador de academias, o médico comenta que vê, rotineiramente, principiantes que vão direto para a musculação pesada, que passam horas correndo sobre uma esteira. “Eles ignoram que é preciso ter um preparo adequado para cada atividade. Vão para a academia buscar saúde e encontram problemas”, destaca.

Segundo Horikawa e Almeida, isso é muito comum. Ocorre com 20% a 30% dos praticantes.