Mulheres de todas as classes, segmentos, religiões e raças estão convocadas a participar da 1ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, programada para amanhã e quarta-feira. Os debates promovidos durante o evento resultarão num documento que balizará ações de gestores públicos municipais, estaduais e federais.
“A mulher se mantém longe, mas precisa sentir que é parte de tudo o que acontece e que pode ser um agente de mudança”, cobra a integrante da comissão organizadora do evento Glorinha Reis, que representa a sociedade civil.
Se assim como ela outras mulheres não se comprometerem em formular propostas de políticas públicas para questões femininas, a participação masculina em poderes como o Executivo e Legislativo será ainda mais predominante, alerta a vereadora Majô Jandreice (PC do B).
“Por isso todo mundo precisa participar. Queremos qualidade e quantidade. Toda a comunidade está convidada. Para a opinião da mulher valer a pena, ela precisa se inteirar das coisas. A conferência é uma oportunidade de debates”, acrescenta a também vereadora Catarina Carvalho (PFL).
No decorrer do evento, voltam a ser discutidas temáticas como poder, educação, cultura, trabalho, inclusão social, renda, saúde, cidadania, violência, mídia e comportamento. As questões já foram tratadas nas plenárias que antecederam a conferência.
“Cada grupo tinha um tema (nas plenárias). Agora eles voltam a ser debatidos. Vamos tirar diretrizes”, explica Liliana Freitas, que também integra a comissão organizadora da conferência representando a Secretaria Municipal da Educação.
Constatações
As instruções definidas serão encaminhadas aos gestores públicos de todas as esferas de poder e visam garantir a implementação de políticas públicas que atendam toda a demanda da população, não apenas um percentual restrito. “Existem projetos excepcionais, de vanguarda, mas o número de atendimento (na maioria das áreas) é pífio”, reitera Reis.
Essa situação foi constatada também por meio de pesquisas sobre os equipamentos públicos disponíveis na cidade. “Bauru é pólo regional, mas nem sempre os recursos chegam”, destaca Assyr Santinho Motta, representante do Conselho Municipal da Condição Feminina.
A realidade de escassos recursos foi fotografada pelas pré-conferências e não difere muito da estadual e nacional, pontua Geni Destro, presidente do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam). Mesmo assim, os debates são importantes e podem respaldar mudanças concretas no município.
Outro aspecto que demonstra a importância da conferência é o suporte de entidades conceituadas (representadas pelas próprias entrevistadas) que a reunião obteve, enfatiza Geani de Fátima Vaz, representante do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
“Esse apoio é pioneiro. O Ciesp está custeando o site, que também teve a colaboração da Associação de Profissionais de Propaganda (APP) e da Neobiz Tecnologia de Informação. Ele será lançado durante a conferência”, informa.
O evento ainda contará com a participação da doutora Lídia Possas, convidada para discorrer sobre “Política para as mulheres: um desafio para a igualdade numa perspectiva de gênero”, tema da conferência, acrescenta Édina Véssio, representante do gabinete da Prefeitura de Bauru.
O assunto será tratado na abertura do evento, cujo símbolo representa a participação individual da mulher em ações públicas. “O triângulo representa o indivíduo e o quadrado, o Estado”, esclarece a presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina, Rosa Maria Busch Silva.
Reiteram a informação Mônica Busch Amaro Silva e Deise Rezende Delfino Alves, representante da Associação de Pais para Integração Escolar da Criança Especial (Apiece)
Serviço
A abertura da conferência está programada para as 19h30, no Senai, que fica na rua Virgílio Malta, 11-22.