07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Conversa de bar

A sessão da Câmara Municipal de ontem teria sido calma, mesmo com um pedido de Processante para o prefeito, não fossem dois fatos que acabaram atraindo a pauta. Um deles foi a discussão do projeto que pretende impedir a instalação de bares a 100 metros de escolas, como forma de coibir o acesso dos jovens a bebidas alcóolicas.

• Distância

O projeto ficou um ano em discussão, ocorreram inúmeras reuniões públicas com a participação da Polícia Militar, Conselho de Segurança e poucos vereadores. Na verdade, dois ou três acompanharam essas reuniões, entre eles os autores do projeto Rodrigo Agostinho (PMDB) e Majô (PC do B). Os demais preferiram lançar opiniões somente durante a sessão de ontem.

• Fiscalização

Se o principal objetivo da lei é o de restringir o acesso de bebidas alcóolicas aos jovens, que se cumpra a Constituição em primeiro lugar. A polícia tem a incumbência de ter o mapa das ocorrências na mão para agir nos lugares mais procurados. Mas a prefeitura tem a obrigação de permitir que apenas os estabelecimentos regulares funcionem.

• Gratificação

Esta coluna contou, há dois meses, que o governo discutia a concessão de 100% de gratificação aos procuradores municipais. O Executivo alegou que a informação não era verídica. Ontem, o prefeito protocolou um projeto na Câmara exatamente com esse objetivo. Nos bastidores, a informação é que a proposta foi pavimentada por um bom padrinho. Teve até reunião deste com os procuradores, há dois meses. É a força da “máquina” dentro do governo municipal.

• Corrida ao dinheiro

A RFFSA acabou não conquistando o que queria através da liminar que bloqueou R$ 2,9 milhões de repasses do ICMS do município pelo não pagamento de desapropriações. É que funcionários aposentados, credores da ferrovia, pediram bloqueio dos recursos que, na prática, não estão nem com a RFFSA e nem com a prefeitura.

• Alívio inesperado

A administração ganha uma semana no bombardeio que vinha sofrendo do vereador João Parreira após as denúncias da suposta existência de esquema de propina. O vereador viajou e só retorna na próxima semana. Com isso, novos trechos de gravações com integrantes do governo ficam para o início de abril.

• Briga pela "Vovó"

Após muitos anos de domínio completo do vereador Paulo Agustinho (PPS), o Clube da Vovó agora tem mais um defensor. É o vereador Zito Garcia (PPS), que na sessão de ontem homenageou os sócios do clube para a surpresa de Agustinho. Além de pertencerem ao mesmo partido - o PPS -, parece que Agustinho e Zito vão disputar o mesmo espaço.

• Acordo

Embora seja um assunto de pouco comentário nos bastidores, há um acordo entre os vereadores para que um não entre no reduto eleitoral do outro. No entendimento de alguns parlamentares, Zito quebrou o acordo ao “invadir” o espaço de Agustinho. A intromissão não pegou bem. Catarina Carvalho, por exemplo, ficou indignada, apesar de viver dando colherada no prato dos colegas.