10 de julho de 2026
Polícia

Horta do IPA deve produzir 10t por mês

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A horta implantada no Instituto Penal Agrícola (IPA), fruto de uma parceria da Prefeitura de Bauru com a Secretaria da Administração Penitenciária, deverá produzir dez toneladas de alimentos por mês. As verduras e os legumes vão incrementar a merenda dos alunos de creches e escolas municipais, entidades assistenciais e grupos de famílias carentes, além do consumo interno na unidade.

O convênio para tocar a horta foi formalizado ontem, com a presença do secretário de Estado da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, do prefeito Nilson Costa (PTB), e representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra) Zito Garcia.

Aproximadamente 30 reeducandos do IPA estão trabalhando na horta, das 7h às 17h. De acordo com o diretor da unidade, Gilberto de Assis Oliveira, a cada três dias trabalhados, os participantes têm um dia de remissão em sua pena. “É um trabalho importante para a reeducação dos presos. A laborterapia mostra a eles o objetivo final deste projeto social, onde ele está plantando e cultivando, que é auxiliar as entidades”, diz.

Para implantar a horta, a Sagra forneceu equipamentos, mudas, sementes, insumos e a assistência técnica necessários para que os trabalhos fossem iniciados e a área ocupada pela plantação pudesse ser ampliada, com o preparo novos terrenos de cultivo.

A escolha dos legumes e verduras foi realizada com base em sua adaptabilidade às condições do clima e solo de Bauru. Ao todo, 13 espécies estão sendo cultivadas, entre elas alface, almeirão, berinjela, beterraba, cenoura, chicória, pepino, pimentão e rúcula.

Nilson Costa destaca que a iniciativa pode servir de exemplo para outras unidades prisionais. “Esta proposta, que está sendo formalizada hoje (ontem), tem o poder de transformar a terra em uma dádiva e os homens que desejam se reinserir na sociedade através de seu trabalho na terra”, observa.

Para o secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, além do benefício direto que a produção oferece às escolas e entidades assistenciais, o convênio tem um significado mais emblemático. “É a união do Município e do Estado visando a recuperação da pessoa que cometeu um crime”, conclui.