08 de julho de 2026
Geral

Mello Moraes ganha escola de hipismo

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Desde o dia 15 de março, a pista de hipismo rural “Antônio César Pereira Sgaviolli” virou sala de aula no Recinto Mello Moraes. Com turmas para iniciantes, inclusive crianças, a Associação Rural do Centro-Oeste (Arco) quer fomentar a prática de equitação e descobrir novos talentos que representem a cidade em competições nacionais de três tambores, baliza e maneabilidade.

Em princípio, as turmas de iniciantes estão fazendo aulas às terças e quintas ou quartas e sextas-feiras, sempre das 16h30 às 18h. A intenção é que ainda neste mês novas turmas sejam formadas no período da manhã.

Em outras épocas, o centro de treinamento era terceirizado e não tinha uma regularidade nas atividades, relata Edilson Marquesini, responsável pelas atividades no Recinto. Ele aponta que sob a responsabilidade da Arco o projeto deve se tornar permanente.

Para tanto, uma segunda pista de provas já está sendo construída e deve ser finalizada nos próximos dias. O novo espaço abrigará não só as aulas do centro de treinamento, mas também oferecerá maior capacidade aos campeonatos com etapas em Bauru.

O presidente em exercício da Arco, Orlando Lamônica Júnior, está otimista com o projeto e revela que em maio a primeira turma do curso já sai para competir no Circuito Paulista.

Entretanto, o grande diferencial do curso oferecido em Bauru, além do custo ser bem inferior à média cobrada em outras localidades, é o fato dos alunos não precisarem ser donos dos animais, pois o Recinto dispõe de quartos-de-milha e paint horses para os treinos.

Marquesini aponta que para checar as aptidões e o gosto pelo hipismo rural são dadas aulas experimentais para que, principalmente as crianças menores, que podem iniciar o curso a partir dos 6 anos, adquiram confiança no animal.

Talentos

O treinador Marcos Toledo, que responde pelo centro de treinamento, aponta que nas turmas que iniciaram o curso já despontam alguns talentos e garante que em 90 dias um cavaleiro mirim está apto para uma competição.

“As meninas principalmente estão dando um show”, comemora o treinador que está nas pistas “de 1970 para cá” e que ainda compete nos circuitos oficiais.

Ele é auxiliado pela filha Sandra Toledo, 26 anos, que monta desde os 4 anos. Ela é a responsável pelos iniciantes e aponta que quando se começa a cavalgar e competir desde cedo, se torna um atleta ainda melhor pela relação de confiança que se estabelece com o animal.

“Muitas crianças têm medo de cavalo, mas é mais pelo tamanho do animal, pois num primeiro contato já percebem que um quarto-de-milha ou um paint é um bicho muito dócil e fácil de lidar.”

Segundo a treinadora, em pouco tempo as crianças já desafiam seus próprios limites domando o animal em provas que exigem velocidade e técnica.

• Serviço

Informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3236-1040.

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Conheça as provas

Três tambores

A prova de três tambores é a modalidade chamada de prova feminina do rodeio, pois é a única praticada exclusivamente pelas mulheres nas arenas de todo País, principalmente nas provas de Rodeio Completo. Os competidores seguem um percurso que consiste em três tambores dispostos triangularmente. O objetivo é ultrapassar a linha de chegada no menor tempo possível sem sofrer penalidades ao deixar cair algum tambor. É preciso correr contra o tempo e dominar o cavalo, pois é uma prova cronometrada que requer um animal muito bem flexionado, com bom arranque e que consiga fazer curvas precisas e rápidas.

Baliza

A prova de baliza testa a agilidade e velocidade do cavalo. O percurso consiste em uma série de seis balizas distantes 6,5 metros uma das outras, nas quais cavalo e cavaleiro vão trançando ou “costurando” as balizas. O cavalo corre até o final delas, contorna na última e retorna trançando por fora e para dentro, no caminho de volta para a primeira baliza. Então, ele faz o contorno na primeira baliza e volta costurando todas novamente, até atingir a última. Nesse ponto, ele completa o giro e volta em linha reta paralela à fila das balizas da linha de chegada a toda velocidade.

Maneabilidade

Esta modalidade tem como objetivo pôr em evidência a capacidade do cavaleiro e do cavalo de superarem com tranqüilidade, precisão, estilo e regularidade alguns obstáculos que reproduzem dificuldades encontradas no campo. O cavalo deve apresentar-se calmo, flexível e relaxado, ainda que confiante e atento. O cavaleiro, por sua vez, deve requisitar cada exercício com clareza e precisão, mantendo o cavalo “na mão”, cadenciado e perfeitamente equilibrado.