08 de julho de 2026
Geral

Conselho analisará integração a R$ 1,80

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente do Conselho de Usuários do Transporte Coletivo, Rubens Roberto de Souza, afirmou ontem que é favorável à cobrança de R$ 1,80 pelo passe-integração em Bauru, desde que a análise da planilha de custos do sistema não aponte um déficit gerado pela tarifa diferenciada.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) ainda está concluindo os estudos que irão apontar o valor do passe-integração, mas as primeiras projeções indicam um acréscimo de 25% em relação à tarifa comum, ou seja, R$ 1,80.

“O que queremos é que a Emdurb encontre o percentual correto para não prejudicar o sistema e que a decisão seja estritamente técnica, porque se fôssemos sugerir um outro índice teríamos que chutar um valor. Nós não temos informações suficientes para apresentar um percentual”, argumenta Souza.

O passe-integração está previsto para entrar em funcionamento até o final de maio. O usuário poderá utilizar duas linhas de ônibus pagando apenas a tarifa diferenciada, desde que a troca seja realizada dentro de um período máximo de tempo a ser estipulado. Os demais passageiros continuarão desembolsando R$ 1,45.

O líder comunitário Claudinei Teixeira, que desde 1996 luta pela implantação do passe-integração, foi o primeiro a se manifestar publicamente contra a cobrança de duas tarifas em Bauru. Ele defende um único valor, independente do passageiro utilizar um ou dois ônibus.

Para o presidente do Conselho de Usuários, porém, a proposta da Emdurb é a mais justa. “O passe-integração vai atender a um quarto das pessoas que fazem uso do transporte coletivo. Temos o entendimento de que, realmente, é preciso ter um preço diferenciado”, argumenta.

Ele faz até uma comparação gastronômica para justificar a sua posição. “Se um quarto de um bolo tiver mais recheio, os que comem a parte mais recheada irão se satisfazer mais e, portanto, devem pagar um pouco a mais por isso. É uma questão de coerência”, diz.

Economia

Souza lembra que, a partir da adoção do sistema de passe-integração, mesmo quem pagar a tarifa diferenciada estará economizando em relação ao modelo atual. “Quem utiliza quatro passes por dia paga, hoje, R$ 5,80 e passará a gastar R$ 3,60”, projeta.

Para utilizarem o sistema, os passageiros receberão cartões recarregáveis e terão créditos descontados sempre que passarem pelas catracas eletrônicas.

A implantação do passe-integração atende ao Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 2002 pela Emdurb, empresas de ônibus e Ministério Público.

O presidente do Conselho de Usuários afirma que, com a adoção do sistema, o órgão poderá priorizar outras frentes. “Defenderemos que o poder público municipal e federal seja o responsável pelos custos da gratuidade do transporte de idosos, deficientes e estudantes”, declara.

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Tarifas

Além de Bauru, outras cidades também adotam o sistema de tarifa diferenciada para o passe-integração. É o caso de Rio Claro, onde o passe simples custa R$ 1,60 e o integrado, R$ 1,80. Em Ribeirão Preto, os valores são, respectivamente, R$ 1,60 e R$ 1,90.

Já em Marília, o usuário paga R$ 1,50, independente de utilizar uma ou duas linhas de ônibus. O mesmo modelo vigora em Araraquara, onde o passe-integração também custa R$ 1,50.

Em Campinas, o preço da tarifa única é R$ 1,75 e o usuário deve fazer a troca em um dos terminais urbanos da cidade. Caso ele opte pelo terminal central, no entanto, terá que desembolsar mais R$ 1,75.