10 de julho de 2026
Política

Parreira não condena uso de atividade extra

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador e empresário do setor imobiliário João Parreira (PSDB) não condena a atitude da diretora de Divisão de Cadastro da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan), Regina Helena da Silva, de prestar serviços particulares para desenvolver peças técnicas que farão parte de processos, posteriormente avaliados pela própria pasta em que trabalha. De acordo com ele, todos os funcionários da secretaria adotam o mesmo procedimento.

“O que não pode fazer é aprovar algo fora dos parâmetros. Lamentavelmente, eles são obrigados a fazer serviço por fora porque a prefeitura paga mal. Além disso, Odair Campos Mello foi corregedor-geral da prefeitura e era meu advogado. Só que não advogava para mim contra a prefeitura. Nem por isso cometeu ilícitos”, diz.

O vereador admite conhecer a servidora Regina Helena da Silva há anos, mas garante nunca ter contratado seus serviços. Duas outras pessoas, sendo uma delas também da Seplan, realizariam para o vereador o mesmo trabalho extra.

“A Regina nunca me propôs nada ilícito. Lamento o afastamento. Ela é vítima de uma perseguição contra mim. Ético seria o senhor Nilson Costa pagar mais. Ao longo de todos os anos, os próprios secretários da prefeitura executam serviços para terceiros. E por que o barnabé não pode?”, questiona o vereador. Ele não informou quanto paga pelo serviço, valor que seria variável.

“A minha empresa não é a única que depende da prefeitura. Bauru inteira depende. Qualquer modificação que seja legal depende da prefeitura”, reitera.

De acordo com Parreira, em função da situação de precariedade vivenciada em alguns momentos pela Seplan, ele chegou a doar para a pasta disquetes e papel sulfite para a emissão de certidões.

O vereador também não considera ruim o atual trâmite de documentos na secretaria, que recebe os processos protocolados após a autorização do engenheiro. “Em qualquer situação, antes ou depois, minha empresa não tem nenhuma certidão que não tenha sido paga ou que esteja fora dos parâmetros legais”.