Outra iniciativa que visa a preservação e manutenção de bens da ferrovia na cidade é o tombamento. Em Bauru, três estações já foram tombadas e outras duas - a de Val de Palmas e a de Curuçá - estão sendo analisadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac).
O presidente do conselho, Nilson Ghirardello, explica que os tombamentos estão em processo e as duas estações ainda passarão por vistorias.
A escolha dos dois imóveis deve-se à importância histórica e cultural. “São estações importantes na formação urbana da cidade e da região. Além disso, têm valor arquitetônico. São pequenas estações de pequenas vilas”, diz Nilson.
O tombamento implica na preservação do bem. Em Bauru, as estações da antiga Noroeste do Brasil (NOB), da antiga Companhia Sorocabana e antiga Companhia Paulista já fazem parte da lista dos bens de Bauru que devem ser mantidos com cuidados especiais.
A estação da antiga NOB, localizada em frente à praça Machado de Mello, foi tombada pelo Codepac e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
No documento de tombamento, está previsto que as fachadas, a cobertura, o saguão de entrada e a gare devem permanecer com a estrutura atual. Apenas eventuais alterações internas poderiam ser aprovadas pelos conselhos.
De acordo com Nilson, muitas vezes o edifício não é tombado por completo para não inviabilizar que sejam aproveitados de outra forma. “Não queremos condenar o bem à destruição porque não se consegue dar novo uso”, expõe.
Quanto às estações de Val de Palmas e de Curuçá, ainda não se sabe qual será o tipo de tombamento. “Provavelmente, serão as estruturas externas”, diz o presidente do Codepac.