31 de maio de 2026
Saúde

Vitaminas & Minerais - Sintomas podem indicar a falta deles

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Pele ressecada, queda de cabelos, unhas fracas, cãibras, irritabilidade, cansaço, insônia, dificuldade de concentração, obesidade e tantos outros sintomas e distúrbios tão comuns nos dias de hoje podem ser sinais de deficiência nutricional. A maioria das pessoas dá pouca importância para eles, mas o organismo praticamente não funciona sem as vitaminas e os sais minerais.

De acordo com o médico ortomolecular Oduvaldo Moreno Prado, todas as reações químicas que ocorrem no interior das células são desencadeadas por esses nutrientes. Quando a ingestão deles é deficiente, essas reações tornam-se incompletas, insuficientes e ineficazes. O resultado é um enorme desequilíbrio no metabolismo.

“Tudo o que é produzido no corpo humano - hormônios, sucos digestivos, glóbulos sangüíneos, anticorpos, regeneração óssea e muscular, unhas, cabelos e tantos outros processos - é proveniente de reações enzimáticas que dependem de vitaminas e minerais para ocorrer”, ressalta.

Segundo ele, todas as pessoas têm pelo menos um mínimo desses nutrientes no organismo. O que acontece, muitas vezes, é que a quantidade existente é insuficiente para desencadear os processos químicos adequadamente. Isso pode gerar uma infinidade de alterações fisiológicas.

“Uma pessoa com deficiência importante de vitamina C, por exemplo, pode ter um comprometimento da imunidade. Porque é uma reação química que transforma o ácido ascórbico (vitamina C) em ascorbato leucocitário, que é o glóbulo branco - responsável pela destruição dos vírus e bactérias. Quem tem deficiência de vitamina C costuma apresentar resfriados e outras infecções de repetição”, comenta.

Segundo a nutricionista Lísia Kiehl, professora da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru, os sinais de deficiência nutricional aparecem progressivamente e são muito sutis num estágio inicial. Primeiro o cabelo perde o brilho, depois começa a ressecar e só então enfraquece ao ponto de cair.

O ideal seria procurar orientação tão logo as manifestações surgissem. No entanto, a maioria das pessoas só busca ajuda quando esses sinais tornam-se uma ameaça à aparência ou à saúde.

Segundo os especialistas, boa parte das deficiências de vitaminas e minerais deve-se aos maus hábitos alimentares. Corrigi-los é, então, o primeiro passo do tratamento. Uma dieta equilibrada deve ter a maior variedade de alimentos possível distribuída em cinco a sete refeições no decorrer do dia. Quanto mais colorido o prato, maior será a variedade dos nutrientes.

Segundo Prado, é importante procurar ingerir produtos mais naturais, mais grãos integrais, mais legumes e frutas. E sempre fazendo um rodízio dos alimentos. Se numa semana ingere-se abacaxi, banana, laranja e mamão, na próxima deve-se substituir duas destas por maçã e pêra, por exemplo, e assim por diante.

Kiehl confirma a importância da variedade na sugestão de cardápio para um almoço: salada com alface, rúcula, tomate, cenoura cozida, couve-flor, palmito, limão e azeite, arroz, feijão, um filé de frango grelhado e uma porção de quiabo refogado.

Segundo ela, almoço e jantar devem seguir este exemplo, o café da manhã deve ter porções de leite, pão, queijo ou ricota, uma fruta e um suco. As principais refeições devem ser intercaladas com pequenos lanches com frutas, iogurtes, sucos e assim por diante. “O intervalo entre as refeições nunca deve ser maior que 5 horas”, alerta.

“E aquilo que você não gosta, coma como se fosse remédio. Comparada àqueles remédios que a gente toma para combater a dor de cabeça, uma porção de abobrinha refogada nem é tão ruim. Comece com uma colher de café e aumente aos poucos. Em pouco tempo, você vai aprender a gostar do alimento. É uma questão de doutrinar o paladar”, sugere Prado.