10 de julho de 2026
Polícia

Mais de 50 detentos não voltam da saída temporária de Páscoa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Dos 658 detentos do Instituto Penal Agrícola (IPA), 115 da Penitenciária 1 e 116 da Penitenciária 2 de Bauru liberados para passar a Páscoa com suas famílias, 53 não retornaram até o final de terça-feira, prazo dado pela Justiça. A saída temporária é um benefício concedido aos presos que já cumpriram um sexto da pena, se for primário, e um quarto da pena, no caso de reincidência, e que tenham bom comportamento.

O índice mais alto de abandono ocorreu na Penitenciária 2, onde 15 dos 116 detentos não voltaram à unidade, ou seja quase 13% dos beneficiados. Aerton Alves de Assis, diretor-técnico da P2, diz que o índice de abandono depende das condições que o preso encontra sua família.

A média, nas últimas saídas temporárias, é de 8% a 10% de abandono. Na Penitenciária 1, dos 115 detentos que saíram, apenas quatro não retornaram, conta Wilson Elorza, diretor da unidade. Índice alto de retorno também registrou o IPA: dos 578 reeducandos beneficiados, apenas 34 não retornaram à unidade.

Gilberto de Assis Oliveira, diretor do IPA, conta que o índice de evasão, de pouco mais de 5%, está dentro da média das saídas temporárias anteriores. “Eles retornaram e já estão trabalhando e estudando. E já estamos preparando o processo para a saída do Dia das Mães”, conta.

Os detentos que não retornaram agora são considerados foragidos. Se foram presos, vão cumprir o restante da pena em regime fechado. O objetivo da saída temporária, também concedida por ocasião do Dia das Crianças, Natal e Dia dos Pais, é possibilitar a convivência do detento com a família, a fim de reinseri-lo na sociedade.