O ministro da Articulação Política, deputado Aldo Rebelo, encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeto de aceleração das obras do novo aeroporto de Bauru, de modo que ele possa entrar em funcionamento pleno em 2006. Rebelo assumiu esse compromisso ontem, no Palácio do Planalto, com o prefeito de Bauru, Nilson Costa (PTB), autor do pedido, e da vereadora Majô Jandreice (PCdoB).
Para destacar o interesse de toda a região pela obra e sua importância na integração econômica da macro-região com o Mercosul, também estavam presentes o presidente da Associação dos Municípios do Centro Oeste Paulista (Amcop), Antonio Francelino, que congrega 60 prefeituras, e o diretor da Associação Paulista de Municípios (APM) Antonio César Simão, que representa 645 prefeituras do Estado de São Paulo.
O ministro Aldo Rebelo mostrou entusiasmo com a possibilidade do presidente Lula inaugurar o Aeroporto de Bauru antes do final de seu mandato e acatou a sugestão de incluir os recursos necessários à obra na proposta de Orçamento Geral da União para 2005, que será encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional até o final de agosto.
“O projeto é uma prioridade da sociedade e do Governo, que manteve esse estatus no Plano Plurianual de Investimentos 2004-2007, sinalizando o reconhecimento de sua importância geopolítica, seu potencial de integração regional, nacional e internacional, assim como fator de desenvolvimento econômico e de geração de empregos”, afirmou Rebelo.
O ministro da Articulação Política mostrou-se conhecedor do setor de transportes e em particular do eixo de integração rodovia, ferrovia e hidrovia da região de Bauru e anunciou ao prefeito Nilson Costa a intenção de realizar brevemente em Bauru um encontro em defesa da recuperação e expansão do sistema ferroviário brasileiro.
Lembrou que essa é também uma preocupação do presidente Lula, que determinou prioridade na recuperação da malha ferroviária e sua extensão a toda a América do Sul.
Nilson lembrou a Rebelo frase recentemente proferida pelo presidente durante a inauguração do Aeroporto de Bonito, no Estado do Mato Grosso: “O Brasil deixará de ser o País de obras inacabadas”. Disse, ainda, que os R$ 7 milhões em contrapartida do governo de São Paulo já estão disponíveis, faltando os 70% referentes à parte do Governo Federal, por intermédio do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa).
Conclusão da obra
A inclusão dos recursos necessários para o próximo ano, independentemente dos R$ 3.665 milhões liberados para 2004, é fundamental para a conclusão da obra ainda em 2005, disse Nilson, lembrando que a pista de 2.100 metros já está concluída, assim como as laterais, faltando o pátio de movimentação, balizamento noturno, alambrados e a seção contra incêndios, antes da construção da estação de embarque.
“Quanto mais rápido for concluído o aeroporto, mais depressa virão os seus dividendos em desenvolvimento e emprego”, disse Nilson, que também recebeu cópias das comunicações feitas ao Comando Regional da Aeronáutica e ao Departamento de Aviação Civil, relativas à liberação dos recursos federais para as obras de 2004.
Nilson Costa agradeceu a atenção e promessa de empenho de Aldo Rebelo, mas comentou em tom crítico, em seguida, a necessidade de reforçar o municipalismo e a autonomia econômica e política das cidades. “Os impostos recolhidos nas cidades não deveriam ser sugados pela União para depois fazer com que prefeitos tenham que vir a Brasília, de chapéu na mão, reclamar o que lhes é de direito e foi gerado pelo trabalho dos cidadãos em suas cidades. Essa é uma realidade que deve mudar, pois faz parte do desenvolvimento democrático. Agora mesmo a União anuncia novo recorde de recolhimento de impostos, enquanto as cidades e o povo estão à mingua”.