07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial


| Tempo de leitura: 2 min

O álcool é o combustível da vez na preferência dos consumidores, motivados pela queda no valor na hora de abastecer. Basta verificar que, em 12 meses, o preço do litro do álcool caiu 503%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), e há postos oferecendo o combustível a R$ 0,60, enquanto o litro da gasolina custa na faixa de R$ 1,90.

Outra prova disso é que o mercado de carros usados assiste a uma bolha de consumo dos modelos movidos com este combustível, mas a escassez de produtos leva o consumidor às oficinas de conversão de motores.

Os serviços para adaptar veículos a gasolina ao combustível mais barato vem crescendo nos últimos meses. O presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), Geraldo Santo Mauro, acha que a alteração só vale a pena para quem roda em média 150 quilômetros por dia com o carro.

Ele orienta os proprietários a alterarem a documentação do veículo nos órgãos de trânsito, mas admite que a maioria não faz isso. A razão disso é clara:? excesso de burocracia e dos altos custos.

A procura por modelos zero quilômetro a álcool também aumentou, mas nos modelos em que ainda não há disponibilidade das versões bicombustíveis, que rodam com qualquer dos dois combustíveis.

Apesar disso, a tendência é de os modelos movidos a álcool desapareçam do mercado no futuro, quando a maioria dos carros serão lançados apenas nas versões bicombustíveis, confirma a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a entidade, os modelos flexíveis, que começaram a chegar ao mercado em maio passado, já respondem por 13,2% das vendas.

Nos três primeiros meses deste ano foram vendidos 46.231 veículos com motores flexíveis e 9.127 a álcool. A soma dos dois representa um crescimento de 384% ante o primeiro trimestre de 2003, quando foram vendidos 11.444 carros a álcool.