O poeta Luiz Vitor Martinello, autor de vários livros entre os quais a coleção Lixeratura e os infantis "O sapato que sabia andar" e "Penuginha" fará um bate-papo com as crianças na próxima terça-feira, às 9h e às 15h, no Centro Cultural. Os repórteres-mirins do JC Criança conversaram com o escritor. Confira a entrevista.
JC Criança – Quando você era criança já tinha o sonho de ser poeta? Qual é a sua poesia predileta?
Luiz Vitor – Gostava muito de ler e me emocionava. Gosto de fazer poemas curtos e de humor.
JCC – Você já fez poesia de amor? Qual foi?
Luiz Vitor – Já fiz algumas sim. Entre elas “Namorada” e “Declaração em praça”
JCC – Quantos anos você tem?
Luiz Vitor – Eu tenho 50 + meia dúzia.
JCC – Você é casado? Tem filhos?
Luiz Vitor – Sim, sou casado e tenho duas filhas e perdi um filho que era maravilhoso também. Nele foi inspirado o livro “O Penuginha”.
JCC – Quantos livros você já escreveu?
Luiz Vitor – Sete livros, um foi com outros autores.
JCC – Qual dos seus livros você mais gosta? Por quê?
Luiz Vitor – Livro é que nem filho: não dá para escolher um só. Todos são bonitinhos. Os de poesia são caseiros, só para os amigos.
JCC – Qual dos seus livros vendeu mais?
Luiz Vitor – “O sapato que sabia andar” vendeu mais de 100 mil exemplares.
JCC – Quem ilustrou “O sapato que sabia andar”?
Luiz Vitor – O Roberto Echeverria. É um argentino que mora em Bauru e é muito meu amigo.
JCC – No que você se inspira para fazer seus livros?
Luiz Vitor – Eu me inspiro no comportamento das pessoas, vejo se percebo contradições.
JCC – Nas poesias que você faz, você sabe que vai dar certo?
Luiz Vitor – Não, cada uma é uma luta para descobrir qual palavra fica melhor no texto, que frases deixam o texto mais bonito.
JCC – Como e quando você descobriu que tinha esse dom para escrever?
Luiz Vitor – No seminário, onde eu estudei por 10 anos.
JCC – Essa profissão dá trabalho?
Luiz Vitor – Quem vive nessa profissão tem sim muito trabalho, mas é para dominar as palavras.
JCC – Quais os autores que você mais gosta?
Luiz Vitor – Eu gosto dos poéticos Manoel Bandeira e Mário Quintana. Do Guimarães Rosa e do Machado de Assis. Também gosto muito dos poemas do Alberto Caieiro, que é um autor português que na realidade é o Fernando Pessoa.
JCC – Você tem orgulho de ser bauruense?
Luiz Vitor – Não sou bauruense por um detalhe: meus pais são daqui, casaram-se aqui, e eu nasci em Adamantina. Voltei com um ano de idade e adotei essa cidade para sempre.
JCC – Com qual poesia você se identifica?
Luiz Vitor – “Calvário”, do livro “Mãos nos Bolsos” e “Musgo”, do livro “Os anjos mascam chiclete”.