10 de julho de 2026
JC Criança

Poeta bauruense faz bate-papo na terça

Repórteres-mirins Isabella Palhaci e Maria Paula de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

O poeta Luiz Vitor Martinello, autor de vários livros entre os quais a coleção Lixeratura e os infantis "O sapato que sabia andar" e "Penuginha" fará um bate-papo com as crianças na próxima terça-feira, às 9h e às 15h, no Centro Cultural. Os repórteres-mirins do JC Criança conversaram com o escritor. Confira a entrevista.

JC Criança – Quando você era criança já tinha o sonho de ser poeta? Qual é a sua poesia predileta?

Luiz Vitor – Gostava muito de ler e me emocionava. Gosto de fazer poemas curtos e de humor.

JCC – Você já fez poesia de amor? Qual foi?

Luiz Vitor – Já fiz algumas sim. Entre elas “Namorada” e “Declaração em praça”

JCC – Quantos anos você tem?

Luiz Vitor – Eu tenho 50 + meia dúzia.

JCC – Você é casado? Tem filhos?

Luiz Vitor – Sim, sou casado e tenho duas filhas e perdi um filho que era maravilhoso também. Nele foi inspirado o livro “O Penuginha”.

JCC – Quantos livros você já escreveu?

Luiz Vitor – Sete livros, um foi com outros autores.

JCC – Qual dos seus livros você mais gosta? Por quê?

Luiz Vitor – Livro é que nem filho: não dá para escolher um só. Todos são bonitinhos. Os de poesia são caseiros, só para os amigos.

JCC – Qual dos seus livros vendeu mais?

Luiz Vitor – “O sapato que sabia andar” vendeu mais de 100 mil exemplares.

JCC – Quem ilustrou “O sapato que sabia andar”?

Luiz Vitor – O Roberto Echeverria. É um argentino que mora em Bauru e é muito meu amigo.

JCC – No que você se inspira para fazer seus livros?

Luiz Vitor – Eu me inspiro no comportamento das pessoas, vejo se percebo contradições.

JCC – Nas poesias que você faz, você sabe que vai dar certo?

Luiz Vitor – Não, cada uma é uma luta para descobrir qual palavra fica melhor no texto, que frases deixam o texto mais bonito.

JCC – Como e quando você descobriu que tinha esse dom para escrever?

Luiz Vitor – No seminário, onde eu estudei por 10 anos.

JCC – Essa profissão dá trabalho?

Luiz Vitor – Quem vive nessa profissão tem sim muito trabalho, mas é para dominar as palavras.

JCC – Quais os autores que você mais gosta?

Luiz Vitor – Eu gosto dos poéticos Manoel Bandeira e Mário Quintana. Do Guimarães Rosa e do Machado de Assis. Também gosto muito dos poemas do Alberto Caieiro, que é um autor português que na realidade é o Fernando Pessoa.

JCC – Você tem orgulho de ser bauruense?

Luiz Vitor – Não sou bauruense por um detalhe: meus pais são daqui, casaram-se aqui, e eu nasci em Adamantina. Voltei com um ano de idade e adotei essa cidade para sempre.

JCC – Com qual poesia você se identifica?

Luiz Vitor – “Calvário”, do livro “Mãos nos Bolsos” e “Musgo”, do livro “Os anjos mascam chiclete”.