08 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

SUFOCO

Mais uma vez o Noroeste jogou no sufoco, para o desespero e protesto de sua torcida. O time venceu e continua em terceiro lugar, mas mesmo assim o ambiente ficou tenso no segundo tempo e após a partida. Chego a pensar que se o Norusca tivesse perdido, a galera colocaria, no mínimo, fogo no mundo. Futebol é paixão, e para muitos, uma religião, mas não vamos exagerar. É apenas um esporte. Muita gente me pergunta o que está acontecendo, mas não sei como explicar. Aliás, acho que nem os jogadores, sabem. Concordo que o Barretos foi melhor e o Noroeste só não perdeu porque tem um goleirão, mas ninguém quer jogar mal de propósito. Também acho que Túlio acertou em substituir Jorginho, mas errou ao tirar Gileno. Lúcio deveria entrar no lugar de Paulista. O Alvirrubro tem jogado mal e isso preocupa, mas não é motivo de desespero. Afinal, a equipe está na zona de classificação, e mesmo aos tracos e barrancos vai subir para a Série A2, pode apostar. E podem aguardar nova pedreira para quarta-feira, no Zezinho Magalhães, porque além da rivalidade histórica, o XV de Jaú joga embalado pela vitória sobre a Inter em Bebedouro.

O GRANDE AZULÃO

Com méritos indiscutíveis, o São Caetano venceu o bravo Paulista de Jundiaí e sagrou-se campeão estadual de 2004, uma conquista inédita, seu primeiro título de expressão na Primeira Divisão. Foi o terceiro título na história de 14 anos do clube de São Caetano do Sul. Em 1998, foi campeão da Série A-3. Vale lembrar que em 2000 faturou a Série A-2 derrotando justamente o Paulista de Jundiaí. Com a vitória por 3 a 1 na primeira partida, o Azulão poderia até perder ontem por um gol de diferença para levar a taça. O Paulistão foi o primeiro título de expressão do time do ABC depois de perder três finais importantes nos últimos quatro anos, mas desta vez não teve erro. Precisando da vitória por dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis, o Paulista saiu pressionando o adversário, mas o grande Azulão fez prevalecer a sua maior categoria e fez a festa no Pacaembu. Festa bonita e merecida.

OUTROS CAMPEÕES

A semana foi de provocações, mas o Flamengo deixou isso de lado, e sagrou-se campeão carioca, ao vencer o Vasco por 3 a 1, no Maracanã. O Vasco precisava ganhar por pelo menos um gol de diferença para conquistar o título, e logo no início abriu o marcador, através de Valdir. Mas o Fla tinha Jean, que fez três, e conseguiu a vitória de virada. Foi o seu 28º título estadual. Em Goiás deu Crac, ao derrotar o Vila Nova nos pênaltis por 5 a 4. Este é o segundo título estadual do clube de Catalão, que já tinha sido campeão em 1967. Em Minas, o Atlético ganhou mas perdeu - parece até a música do Zeca Pagodinho - ‘Tá Ruim, Mas Tá bom’. O Galo venceu por 1 a 0, mas o Cruzeiro sagrou-se campeão porque venceu o jogo de ida das finais por 3 a 1. Com o empate de 3 a 3 no Atle-Tiba, o Coritiba sagrou-se campeão paranaense em plena Arena da Baixada. No Pernambucano deu Náutico, que sacudiu a poeira e atropelou o Santa Cruz. O Vitória ganhou título baiano, mas o Bahia promete melar o campeonato.

BRIGA NA PAZ

Era para ser o “Clássico da Paz”, como foi pregado durante toda a semana pelas duas equipes. No início do espetáculo, jogadores entraram em campo vestindo a camisa da paz. Mas a violência persistiu no Mineirão, tanto na partida como após, na comemoração. A principal briga ocorreu entre Cris e Eduardo. Após o apito final, o zagueiro do Cruzeiro, que havia sido expulso durante o jogo por brigar com Tucho, resolveu comemorar o título próximo à torcida atleticana. O jovem goleiro Eduardo perdeu a cabeça e partiu para cima de Cris. Para piorar a situação, o campo foi tomado por torcedores e pessoas que não deveriam ter acesso ao local, promovendo a confusão. O Juizado Especial do Mineirão deveria convocar Cris e Eduardo para prestarem esclarecimentos sobre a confusão.

SÓ ALEGRIA

Parabéns, amigo José Figueira, presidente da Luziana, pela bela festa de sábado na sede do clube, que foi até o arroz secar. Um forte abraço João Fumaça, Ari Guerreiro, Meca, Yoyô, Titico, Matilde, Maria Inês, Maura e demais integrantes da família Silveira, que é muito grande - para mais de metro. Nas próximas edições publicaremos uma matéria do querido clube da Vila Santa Luzia.

CHUVA DE GOLS

O festejado repórter fotográfico Éder Azevedo é técnico de futebol nas horas vagas. Ontem, na abertura do Campeonato Municipal de Piratininga, o Grêmio, time do Éder foi derrotado pelo Botafogo por 9 a 5.