07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Foco na Câmara

Todas as atenções da cidade se voltam hoje para a Câmara Municipal de Bauru, que poderá dar uma resposta rápida à iniciativa do governo municipal de se comprometer com uma dívida milionária (R$ 14,7 milhões) em favor da CPFL, sem que se esperasse o esgotamento das discussões sobre o assunto na Justiça, no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e junto aos setores que representam a população.

Cidade abismada

De sexta-feira até ontem, Bauru protestou em público e nas conversas reservadas contra um ato considerado precipitado por todos aqueles que se preocupam com os rumos da cidade. A assinatura da dívida com a CPFL foi mais uma ducha de água gelada na auto-estima dos bauruenses. Nem os mais otimistas deixaram de se abismar com a facilidade com que a prefeitura compromete o parco dinheiro do município.

Legislativo unido

Na matéria da página 3 da edição de hoje, nota-se que os vereadores, até mesmo os que se postam mais próximos da administração, estão muito seguros do que deverão fazer. Nenhum deles admite que a prefeitura tenha assinado tal acordo sem antes esperar o desfecho das discussões sobre o assunto. Não é difícil uma tomada de posição conjunta ainda na manhã de hoje.

Pelas avessas

Com mais este ato insensato, o prefeito Nilson Costa faz com que haja uma união pelas avessas na cidade. Sempre se esperou, em vão, que ele fosse o líder que o povo reclama há vários governos. Porém, o que se viu foi uma seqüência sem fim, há anos, de escândalos, denúncias e absurdos de toda sorte. Agora, esta assinatura tratou de fazer com que um grito uníssono ecoasse: basta!

Salto milionário

Matéria na página 4 reforça a constatação da insensatez do episódio. Em outubro de 2003, há poucos meses, portanto, a própria CPFL queria cobrar “apenas” R$ 6 milhões por essa dívida sem mensuração e sem contrato. Em alguns meses, a cobrança salta para R$ 14,7 milhões. É o fim da picada.

Pagamento ao TRF

O Jurídico da prefeitura orientou o prefeito Nilson Costa a cumprir a determinação da Justiça Federal para o pagamento de todas as parcelas vencidas da dívida da federalização. Com a ordem judicial, a prefeitura terá que depositar cerca de R$ 6 milhões até a tarde de hoje em juízo. Este é o valor aproximado corrigido pelos não-pagamentos desde julho de 2003.

Depósito judicial

Contudo, com problemas de caixa há vários meses e descontrole financeiro - embora se tenha arrecadado mais do que o previsto em 2003 -, o Executivo poderá optar por depositar na Justiça somente a parte referente à parcela da dívida que questiona a federalização do empréstimo do viaduto, cujas prestações somariam R$ 1,8 milhão até hoje.

Acesso de Tibiriçá

Está na fase final a licitação aberta pela Prefeitura de Bauru para o recapeamento asfáltico no acesso ao Distrito de Tibiriçá. O contrato terá 35 mil metros quadrados. A empreiteira H. Aidar foi a primeira classificada, com a proposta de R$ 140 mil, com a Fortpav Pavimentação, de Pederneiras, em segundo, com o preço de R$ 145 mil.