08 de julho de 2026
Articulistas

Mudar para evoluir


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Ao afirmar em um de seus livros que “não há evolução sem mudanças”, o pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche complementa a explicação dizendo que essas mudanças devem se produzir “no âmbito das idéias e pensamentos que as pessoas têm na mente”. Essas idéias e pensamentos devem ser deslocados do ambiente mental para dar lugar a outros, “mais vigorosos e fecundos”.

Na verdade, para que tais mudanças ocorram, será necessária uma ampla análise das idéias e pensamentos que carregamos em nossa mente para, então, promover as mudanças que achemos necessárias. Ao assumir o controle dessas mudanças, estaremos assumindo o controle da própria vida, deixando de ser o que somos para ser outra pessoa melhor; mais humana, mais inteligente, mais feliz. Trata-se de tomar as rédeas do próprio destino, ao invés de esperar que outros venham dirigi-lo por nós ou resolver os nossos problemas, como quando, pequeninos, nossos pais assumiram a direção e o cuidado de nossas vidas. Ao abandonar esta infância espiritual, estaríamos, paradoxalmente, recuperando a nossa infância humana quando éramos felizes, eternos e confiantes no futuro.

Não há crescimento sem mudanças. No mundo físico é assim: a criança, o adolescente e o adulto; a semente, a planta e a árvore. O ser humano, como entidade inteligente, também deve mudar, mudar sempre; mudar para melhor. Talvez seja essa a fonte da eterna juventude.

E o primeiro passo para essas mudanças é o reconhecimento das próprias limitações e o cultivo do propósito de mudar que poderá se transformar num pensamento orientador de ações futuras.

Pensar por própria conta e ser o artífice do próprio destino desenham-se como um projeto impostergável para o homem de hoje, quando pensamentos monstruosos estão levando a humanidade para o auto-extermínio pela ignorância.

A evolução e a inteligência querem a vida e o entendimento humanos; todo o contrário é o mal travestido de justiça e de bem; é a tergiversação farisaica dos que, dando as costas à realidade, perpetuam crimes e aterrorizam os seres humanos em nome de um Deus que desconhecem.

O autor, Nagib Anderáos Neto, é colaborador do JC, e-mail sp-editora@logosofia.org.br.