09 de julho de 2026
Bairros

Pq. Real tenta oferecer lazer a jovens

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação de Moradores do Parque Real quer transformar o centro comunitário do bairro num local de ocupação para o jovens que não dispõem de aparelhos públicos para lazer.

“Vamos tentar firmar convênios com as universidades para tentar manter as crianças que saem da escola longe das ruas e das drogas. A idéia é garantir alimentação e atividades”, informa o presidente da associação Lázaro de Lima.

Ele explica que, por enquanto, o local nada oferece, mas tem estrutura para atender estes objetivos. O centro, onde funcionava uma creche, dispõe de um salão, cozinha, dois banheiros, escritório e uma área coberta. A creche foi desativada após a Secretaria Municipal de Educação inaugurar uma outra unidade no bairro.

“Acho legal (a idéia). Falta opção de lazer aqui. Seria bom que tivesse uma escolinha de futebol ou vôlei”, opina Caio Ray Feitosa, de 14 anos. Na última terça-feira, à tarde, ele jogava bola na rua com o irmão e um amigo, na rua em frente ao centro.

A escassez de alternativas de lazer para jovens é confirmada pelo pai e pela mãe dele, Adilson José Feitosa e Lilian Cristiane Macedo Feitosa, que aprovam a proposta da associação.

“Acho importante, desde que tenha apoio da administração pública. Para trabalhar com criança tem de ter acompanhamento médico e psicológico. Não adianta enfrentar bandido, temos de moldar quando é criança”, diz Adilson.

No entanto, ele admite que a situação dos moradores do Parque Real é tão precária que alguns pais preferem seus filhos fora da escola, trabalhando para colaborar com a sobrevivência da família.

“O projeto tem de mexer com as crianças e com família, porque muitas delas são problemáticas. Já tentamos montar uma cooperativa no bairro, mas falta apoio. Fica tudo na conversa”, lamenta.

No entanto, na opinião dele, só o fato de existir o projeto já é um bom passo para compensar a falta de espaço para lazer no bairro que, coincidentemente, dispõe de uma área verde destinada à praça pública onde vivem 35 famílias.

Há pouco mais de um ano, a prefeitura requisitou judicialmente o local, medida que causou desconforto entre os moradores. Eles teriam que deixar suas casas e seriam transferidos para outro bairro. Na época, a administração municipal e a Caixa Econômica Federal (CEF) discutiram linhas de financiamento para a construção de casas populares.

Porém, as negociações não prosperaram, confirma o superintendente de Negócios da CEF, Geraldo Luiz Machado de Oliveira. Atualmente, a destinação da área verde do Parque Real está sendo analisada durante os estudos realizados para a elaboração no novo Plano Diretor do município, informa a assessoria de imprensa da prefeitura Municipal.

“A hora que decidirem vão jogar a gente no meio do mato. Não queremos ir para o Núcleo Fortunato Rocha Lima nem para o Ferradura Mirim”, diz Gerson Rosa.

A opinião é compartilhada por sua mãe Neusa Rosa, por Sandra Regina da Silva Matos, Eliane Solano e Elizângela Rosa.