09 de julho de 2026
Regional

Presídios femininos são problema

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Na região, de acordo com o delegado titular da Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, as cadeias femininas de Cabrália Paulista e Duartina são hoje as mais atingidas pela superlotação. “Na nossa área da Seccional de Bauru o problema sério é a acomodação das presas”, diz.

Ontem, a unidade de Cabrália, que tem capacidade para 30 presas, estava com 60. Já Duartina tinha 32, sendo que a capacidade máxima é de 24 detentas.

Segundo Ciocca, o problema está diretamente relacionado com a falta de unidades prisionais para atender a população feminina, como um Centro de Detenção Provisória (CDP) ou um Centro de Ressocialização (CR).

Em dezembro do ano passado, com o objetivo de resolver parte do problema da superlotação, o delegado transformou provisoriamente a cadeia de Duartina em um presídio para as mulheres. A maior parte das presas do local já é condenada e aguarda vaga nas penitenciárias do Estado.

Segundo o coordenador das unidades prisionais da região Noroeste do Estado, Antonio Paulo Veronezi, não há previsão para a construção de uma unidade prisional feminina na região de Bauru. Atualmente, as presas condenadas são removidas para penitenciárias da Capital.

As cadeias masculinas da região da Seccional de Bauru, segundo Ciocca, não apresentavam ontem problemas de superlotação. Avaí, por exemplo, que tem capacidade para 48 presos tinha até o fechamento desta edição 24.