25 de maio de 2026
Política

Tribunal de Justiça marca para dia 29 conclusão do caso dos atentados

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) vai concluir no próximo dia 29, quinta-feira, às 13h, o julgamento do processo criminal contra o ex-prefeito Antonio Izzo Filho por formação de quadrilha ou bando e crime de incêndio pela ocorrência de atentados contra vereadores, em 1999. Izzo teve sentença pela condenação, em primeira instância, mas apelou ao TJ. O julgamento do juiz da 1.ª Vara Criminal do Fórum de Bauru, Benedito Antonio Okuno, gerou sentença pela condenação do ex-prefeito a nove anos de prisão.

O ex-prefeito recorreu da sentença ao TJ. O relator do processo, desembargador Donega Morandini, emitiu seu voto pela manutenção da condenação, negando provimento ao recurso da defesa. Já o desembargador Barbosa Pereira confirmou o voto do relator.

Contudo, o último desembargador participante desse julgamento, Gomes Amorim, pediu o adiamento do processo. Ele está analisando o caso há cerca de dez dias. Ontem, o TJ publicou a convocação para que o magistrado divulgue sua posição no próximo dia 29. Caso o ex-prefeito tenha novo julgamento desfavorável em segunda instância, terá que retornar à prisão.

Izzo cumpriu quatro anos de prisão em sentença da Justiça Federal em Bauru em processo que analisou desvio de finalidade na aplicação de recursos federais em obra realizada em sua primeira gestão, em 1991. Izzo aplicou em um acesso as verbas que foram destinadas ao programa dos Lotes Urbanizados, na região do Mary Dota. Este processo está com recurso em tramitação em segunda instância.

Izzo Filho goza de liberdade provisória até o julgamento do caso. Em relação aos atentados, o ex-prefeito é acusado de ser o mandante de atentados a bomba desferidos contra residências de parlamentares. A condenação em primeira instância atinge o ex-segurança do ex-prefeito e outros que foram mencionados no processo como contratados para a realização dos crimes.

O ex-prefeito nega a participação nos crimes em seu recurso de apelação. O advogado criminalista Alberto Zacharia Toron já fez a defesa oral no processo.

O processo analisa denúncia de crimes de tentativa de incêndio, atentado com uso de armas de fogo e formação de quadrilha. Conhecido como o caso dos atentados contra vereadores, os fatos também levaram à condenação do ex-segurança de Izzo, Roberto Carlos Thomaz (seis anos e nove meses), do mototaxista Fábio Souza Fernandes (seis anos e dois meses) e o pedreiro Alexandre Humberto dos Santos (sete anos e dez meses), todos com o direito de recorrer em liberdade.

Na sentença, o juiz relata os atentados com uso de bombas incendiárias (coquetel molotov) contra a residência de vereadores, os tiros disparados contra os veículos do técnico de som Luiz Carlos Castro e da assessora do ex-vereador Lucrécio Jacques, Josete Pereira Bernardes e outros fatos que não chegaram a se concretizar.

Os crimes foram cometidos, conforme a decisão de primeira instância, após o retorno de Antonio Izzo Filho à prefeitura, em 3 de dezembro de 1998.