09 de julho de 2026
Regional

Sepultura de 'milagreiro' é a mais visitada da parte antiga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Histórias de milagres também fazem parte do currículo do Cemitério Municipal de Jaú. O túmulo de Coriolando Rodrigues de Lima, conhecido pela população como “Criolando” é o mais visitado. A razão é simples: muitos moradores pediram graças a ele, que morreu em 1981, e conquistaram o pedido.

Figura típica da cidade, ele foi homenageado pela primeira vez com a colocação de seu nome no velório municipal. Como a fama de milagreiro cresceu, um comerciante e a prefeitura vão erguer uma capela no cemitério em homenagem a “Criolando”.

O secretário geral, Antônio Aparecido Serra, lembra com carinho de “Criolando”. “Ele era uma pessoa com QI mais baixo do que o normal, que anunciava a morte. Andava num cavalinho de madeira e visitava as famílias da cidade, em qualquer hora do dia ou da noite. Quando ele chegava com uma flor e entregava para aquela família, era certeza de que alguém tinha morrido.”

O fato não aconteceu com uma só família, foram várias, segundo Martins. “Um comerciante da cidade morava ao lado da casa de seu pai, um idoso. Certo dia, ‘criolando’ chegou na casa dele e entregou a flor e disse: ‘naquela casa há um morto’. O filho se assustou e correu na casa do pai e já o encontrou sem vida.”

Pouco antes de morrer, “Coriolando” contraiu tuberculose e foi levado para a cidade de Santo André para tratamento médico, onde morreu. “O prefeito da época mandou trazer o corpo e enterrar aqui.”

A partir de então, os moradores visitam o túmulo e pedem pela saúde de um parente, por emprego ou para resolver alguma dificuldade. A maioria consegue a graça e coloca flores, cavalinho e placas em seu túmulo.

Mais recentemente, uma criança desenganada pelo médico foi salva por “Criolando”, conta o secretário. “O avô, desesperado com a palavra do médico, pediu a ‘Criolando’ que ajudasse a menina. Em pouco tempo, a criança recuperou a saúde. O avô, em parceria com a prefeitura, vai fazer uma capela em sua homenagem.”