09 de julho de 2026
Geral

Para diretório acadêmico, licenciatura é prejudicada

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Para a presidente do diretório acadêmico César Lattes (Dacel), que representa os alunos da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, a situação atual de grande parte dos cursos não permite muita comemoração pelos 35 anos da faculdade. Polyana Stocco Muniz, quartanista de psicologia e desde outubro de 2002 na presidência do diretório, diz que o principal problema está no Departamento de Educação.

Como grande parte dos cursos oferecidos pela FC é de licenciatura, ou seja, forma professores, a falta de docentes em regime parcial ou integral prejudica diretamente os alunos. “Acaba afetando todo mundo”, diz Polyana. Segundo ela, a contratação de pelo menos sete professores deve ser feita com urgência.

A presidente do diretório critica também a contratação de professores conferencistas, que precisam cumprir 89 horas, o que não é suficiente para encerrar o programa da disciplina. “Às vezes, chega ao final do semestre e a gente fica sem professor”, afirma. E completa: “A gente não pode esquecer que isso está vinculado à reforma da Previdência”.

Polyana observa, porém, que apesar dos problemas generalizados, a situação mais preocupante está nos novos cursos. “O gritante é química e pedagogia, porque inclusive estão com risco de fechar”, afirma. Os alunos de química, por exemplo, estão em greve há mais de um mês. “Ocorreu uma expansão das vagas sem planejamento. O pessoal de química está sem laboratórios imprescindíveis”, declara. “Os alunos estão desamparados”, conclui.