07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Assunto premente

A sessão de hoje da Câmara Municipal de Bauru não tem projetos de grande impacto na pauta, à exceção de um veto do prefeito à lei aprovada pelo Legislativo, de Faria Neto (PDT), que prevê a cassação do alvará de funcionamento de postos que forem flagrados com combustível adulterado. O assunto do dia deverá ser a megacobrança de R$ 14,7 milhões feita pela CPFL ao município e “confessada” (significa aceita, em linguajar técnico) por Nilson Costa.

• Confiança popular

Ao instalar a CEI da CPFL, a Câmara Municipal chamou para si a responsabilidade pela investigação, na esfera política, da dívida assumida com a companhia de energia elétrica. O Ministério Público fez o mesmo, através do promotor Fernando Masseli Helene, de Defesa da Cidadania e do Patrimônio Público. A população deposita toda sua confiança em ambas as instâncias representativas da sociedade para poder entender o porquê de uma confissão de dívida tão rápida e contraditória como esta, que aumenta a crise financeira vivida pela prefeitura.

• Pergunta que não cala

No final de semana, os comentários sobre o assunto foram gerais em rodas de bauruenses que se preocupam com os destinos da cidade. Uma das perguntas ouvidas foi aquela feita ontem pelo JC, a respeito de nota publicada pela CPFL no sábado: “A CPFL se defende, a prefeitura defende a CPFL, mas quem defende Bauru?” É uma pergunta cuja resposta é preocupante, haja vista o atual estágio político por que passa a cidade, mas que precisa ser repetida nos próximos meses, para servir até de um elemento motivador do debate sobre os rumos que a população deseja para os próximos anos.

• Quadro aberto

O rompimento do noivado entre o PDT de Tuga Angerami e o PT de Estela Almagro e de José Carlos Batata abriu um pouco mais o quadro eleitoral bauruense, que caminhava para uma definição sem grandes alterações. A necessidade de Tuga ter um vice, o fato de Caio Coube (PSDB) também precisar de um vice e, ainda, o desafio que se coloca ao PT, que terá de redefinir seus rumos, embola o jogo.

• Siglas cortejadas

Os partidos que são fortes, mas que ainda não tem uma definição sobre como atuar no processo sucessório, como o PMDB, PL, PP e PFL, passam a ser cortejados pelos que já se definiram, como o PSDB, PDT, PTB e PPS. Estes dois últimos anunciaram na semana passada que fecharam acordo para a pré-candidatura de Antonio Marsola, chefe de Gabinete do Palácio das Cerejeiras.

• Tabuleiro atualizado

Portanto, para iniciar a semana com o tabuleiro atualizado, vamos aos “namoros” mais recentes: o PDT conversa com o PMDB, o PP, o PFL e o PL; o PSDB fala com os mesmos; o PSB, do pré-candidato Luiz Carlos Valle, se mantém aberto ao diálogo; o PT, comenta-se, poderia dialogar com o PPS (o que parece improvável, haja vista as críticas contundentes de Estela e Batata ao governo local); e o grupo izzista se articula em torno do técnico da Seleção Brasileira de Basquete feminino, Antonio Carlos Barbosa.