25 de maio de 2026
Tribuna do Leitor

Novos formatos publicitários


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Nos bastidores das emissoras de televisão tem se discutido muito a necessidade de uma revolução nos formatos publicitários. As emissoras apostam em uma meta mínima de crescimento de 10%, que, frente à situação atual em que vive o nosso país, já se pode considerar satisfatório.

Porém, ao meu ver, com o advento da TV Digital, que é mais do que realidade promissora, haverá a necessidade de se extinguir o conceito de massificação e se pensar na criação de atrações segmentadas, pois, em um país onde existe uma infinidade de diferenças culturais, muitos desses diversos segmentos existentes são esquecidos pelos canais de TV tradicionais e só em alguns casos, nas TVs por assinatura, existem programas que satisfaçam os anseios dessas minorias que somadas resultam em uma grande parcela de mercado consumidor que acaba não sendo devidamente explorada.

O que acaba acontecendo é que se anunciam muitos produtos que tem como alvo diferentes segmentos de uma maneira homogênea a um grupo massificado de pessoas sem uma adequada preocupação em atender cada segmento como ele realmente gostaria de ser atendido.

Na verdade, todas as mídias, e em particular a TV, sempre tentaram moldar as pessoas e transformá-las em um único segmento, fazendo com que as pessoas se adaptassem as tendências e não as tendências se adaptassem as pessoas como corretamente deveria ser. Isso por algumas décadas deu certo, porém com o passar do tempo, as pessoas e os grupos passaram a buscar a sua própria identidade de comportamento, pensamento e consumo, na tentativa de se libertarem da imposição ditatorial das mídias.

Os anúncios poderão crescer bem mais que os 10% que pensam as emissoras e os resultados podem ser infinitamente melhores para os anunciantes, se as pessoas não forem tratadas apenas como consumidores de idéias e produtos, mas sim como seres humanos que necessitam consumir produtos que tenham o cheiro e a característica do mundo em que cada uma delas individualmente se identifique.

Cristiano Rodrigues Ruiz