09 de julho de 2026
Geral

Psicóloga vê crescimento da terapia cognitiva no País

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

A presidente honorária da Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva, Ana Maria Serra, está em Bauru para ministrar um curso de introdução à Terapia Cognitiva (TC), modalidade que ressalta o pensamento e a interpretação durante as consultas com pacientes. Ela aponta um crescimento da técnica em todo o País.

Segundo Serra, a TC é indicada, especialmente, aos pacientes com quadro de depressão. “Mas ela também pode ser utilizada para o tratamento de síndrome do pânico, fobias, hipocondria e ansiedade generalizada, além de outras formas de emprego, inclusive alcoolismo, drogas e terapia de casais”, comenta.

A psicóloga destaca o tempo necessário para a relização do tratamento cognitivo. “É uma terapia que dura de 12 a 24 sessões, com exceção dos casos mais crônicos, como transtornos de personalidade”, diz.

Ela afirma que a TC tem se destacado também por sua fundamentação científica. “O modelo foi criado a partir de pesquisas que comprovaram a sua eficácia”, declara.

Serra explica as principais diferenças entre a TC e a terapia tradicional. “Uma delas é a forma como o tratamento cognitivo é aplicado, envolvendo a colaboração ativa entre o terapeuta e o paciente. Outra é o aspecto didático que adotamos”, analisa.

Além dela, o curso introdutório, que termina amanhã, conta com a participação do coordenador do Instituto de Terapia Cognitiva (ITC) de Bauru, Arnaldo Vicente.

A TC surgiu em meados da década de 50 e foi criada pelo psicanalista Aaron Beck, professor de uma universidade norte-americana que decidiu se dedicar ao estudo da terapia cognitiva.