10 de julho de 2026
Bairros

Loteador quer investir na região sul

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A notícia de que a estrutura de que o município dispõe para oferecer serviços básicos à população restringe o crescimento na região sul da cidade não agrada loteadores.

É o caso do empreendedor Paulo Aiello, responsável por diversos loteamentos no sul de Bauru, como os condomínios Tívoli 1 e 2. “Vai travar os loteamentos. Vai parar tudo. Não teremos mais como investir em loteamentos”, enfatiza.

Ele afirma que é mais interessante deixar terrenos na região sul parados até que o abastecimento de água atenda satisfatoriamente a cidade, oferecendo mais liberdade aos loteadores, a investir na região norte.

De acordo com Paulo, os imóveis da zona sul são vendidos mais rapidamente e com valor mais alto que na zona norte. “No Tívoli 2, um terreno de 12 metros por 30 metros sai por R$ 70 mil. Na região norte, o preço seria umas dez vezes menor. Só que o preço da infra-estrutura que pagamos é o mesmo nos dois locais”, justifica.

O loteador alega que poucas pessoas optam por morar na região norte de Bauru. “A maioria quer a zona sul. É inviável. Não tem mercado para a zona norte, por enquanto. Já fizemos loteamentos no Jardim TV, no Jardim Bauru e perto do Ferradura Mirim, mas só tivemos prejuízos”, argumenta.

Paulo destaca que, entre a decisão de fazer um loteamento e a liberação pela prefeitura para iniciar as obras, demora-se em média quatro anos. “Não é em qualquer lugar que a gente sabe o que vai acontecer daqui a quatro anos. Mas, na região sul, a gente sabe que valoriza. Na zona norte, não se sabe”, frisa.

Na opinião de Paulo, a prefeitura deveria cobrar a iniciativa privada para que ajudasse o poder público a levar infra-estrutura a bairros como Vila Aviação, na região sul, que ainda não tem asfalto.