10 de julho de 2026
Política

Pré-candidatos estão atentos para a escolha

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os acontecimentos que protagonizaram a história política recente do País envolvendo vices e seus titulares chamaram a atenção dos pré-candidatos a prefeito de Bauru. Para evitar dissabores futuros, o jeito é fazer uma boa escolha, ancorada na afinidade ideológica.

Para Clodoaldo Gazzetta, já indicado pelo PV para a disputa da prefeitura, mais importante do que a afinidade ideológica é a disposição de colocar em prática a proposta de governo defendida em campanha.

Ele discorda daqueles partidos que procuram seus vices no intuito de agregar mais tempo nos programas de rádio e TV gratuitos. “Me perguntam como nós, do PV, que teremos pouco mais de um minuto de propaganda na TV, vamos passar uma mensagem? Questionam se não seria interessante fazer aliança para aumentar o tempo”, observa. Gazzetta avalia que essa questão não é fundamental.

Competência administrativa e articulação política são condições básicas para se escolher um vice, opina Antonio Carlos Barbosa, virtual candidato a prefeito pelo PHS. “Embora sendo uma posição de expectativa de cargo, o vice tem que participar efetivamente do cargo. É uma função que equilibra o governo”, completa.

Barbosa acredita que esse comportamento de escolha do vice - através de moeda de troca, geralmente com pitadas de incoerência - está acabando. “Nosso grupo ainda está conversando com os demais partidos para definir um nome. A intenção é que essa pessoa acrescente força.”

Na mesma linha de raciocínio, o pré-candidato a prefeito Caio Coube (PSDB) diz que vai prevalecer na escolha de seu vice a afinidade política e ideológica. “É preciso ter afinidade de princípio, de valores. As pessoas perguntam muito sobre o vice.” Caio acredita que uma das maneiras inteligentes de tratar o vice no governo é delegar a ele funções de peso. “Ele tem que ter um papel importante. Pode ser político, administrativo e pode ser uma combinação das duas esferas”, finaliza.