Dentre as diversas correntes da administração que visam extrair o melhor de uma empresa, a Ecologia Empresarial aponta que a solução é a busca dos melhores recursos de cada funcionário da equipe para que sua motivação esteja sempre em alta e os resultados, conseqüentemente, sejam satisfatórios. Na última semana, o administrador Luciano Azevedo Cahú, professor da Universidade Federal da Paraíba e especialista na filosofia de Ecologia Empresarial, esteve em Bauru ministrando um curso para os alunos do Instituto de Ensino Superior e Centro de Educação Tecnológica (Iesb-Preve).
Segundo Cahú, esta filosofia trata a empresa de forma integral, onde cada parte é desnudada para que sejam verificados as virtudes e defeitos. “Em cima dos defeitos, procuramos corrigir as falhas, porque os clientes exigem qualidade máxima e quem proporciona isto são os funcionários. Utilizamos os recursos humanos para promover a qualidade”, diz.
O professor explica que o conceito de recursos humanos (RH) geralmente é tratado de forma equivocada. Na Ecologia Empresarial, ele é indicado como o potencial e o talento de cada funcionário que está disponível para o trabalho. “Depois de identificar o RH, fazemos com que a pessoa possa trabalhar com aquilo que gosta e se identifica, e ainda possa se desenvolver nessa área. Com isso, a empresa consegue aumentar seus recursos humanos sem precisar contratar mais pessoal”, observa.
Os gerentes e diretores têm papel fundamental nesta filosofia, pois concentram em si toda a influência que podem exercer para a mudança no ambiente de trabalho. Eles passam a ser verdadeiros administradores de recursos humanos, e a Ecologia Empresarial chama este conceito de ambiência.
De acordo com Cahú, há um tripé fundamental para que os gerentes consigam coordenar sua equipe, formado pelo indivíduo, a tarefa e a ambiência. Sempre há uma pessoa realizando seu trabalho dentro do ambiente da empresa, que inclui o espaço físico, equipamentos, estrutura e também o estilo de comando dos gerentes.
“O departamento pessoal serve exclusivamente para assessorar o gerente, dar instrumentos para que ele conheça cada pessoa e seu trabalho. Ele terá conhecimento dos descontentamentos da equipe e poderá mudar o que não agrada. Verificando cada parte do sistema, o gerente consegue integrá-lo e torna o clima da empresa muito melhor”, afirma o professor.
A Ecologia Empresarial se equipara às tendências que apontam a necessidade dos diretores e gerentes estarem integrados com sua equipe. Cahú define que é extremamente importante que o gerente saiba tratar os funcionários de maneira única. “Cada profissional é diferente. Não há porque trabalhar tratando as pessoas de forma igualitária. É necessário diversificar, exaltar os pontos de destaque de cada integrante da equipe para que ele se sinta motivado com o trabalho”, diz.
Com a organização da ambiência da empresa e a distribuição dos funcionários em funções que eles saibam desenvolver - e o façam com prazer -, o “algo mais” que falta para a qualidade até superior a que os clientes esperam fica muito mais próximo da realidade da empresa.