• Esgoto - 30 dias
Falta exatamente um mês para vencer o prazo de quatro anos estipulado no Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a Prefeitura de Bauru e o Ministério Público (MP) para a finalização das obras de tratamento de esgoto. A data foi lembrada ontem pelo vereador Rodrigo Agostinho (PMDB). O Instituto Vidágua, do qual o parlamentar é diretor, acionará a prefeitura pelo descumprimento do termo.
• Dinheiro fácil
O tucano João Parreira deu mais algumas bicadas irônicas na direção do prefeito Nilson Costa (PTB), durante a sessão de ontem. “O Nilson, depois de deixar a administração, vai ganhar muito dinheiro dando palestras de como se governa pessimamente uma cidade”, alfinetou.
• Depende do Jesus
O vereador Paulo Madureira (PP) não perdeu a chance, ontem, de brincar com o vereador José Carlos Batata (PT) sobre o agressivo manifesto assinado pelo grupo petista “Ética na política”, encabeçado pelo sindicalista Jesus Garcia, e que faz oposição ao parlamentar no partido. “Cada um tem o Jesus que merece”, destilou Madureira. Batata engoliu seco e não respondeu.
• "Ratos de porões"
O vererador José Clemente Rezende (PDT) saiu em defesa do pré-candidato a prefeito Tuga Angerami (PDT) na sessão legislativa de ontem. Classificou de “ratos de porões” que vivem em “central de boatos” os opositores do ex-deputado federal. Clemente, porém, não explicou o motivo da raivosa manifestação.
• Previsão tenebrosa
O prefeito sabe que poderá ter um final de ano duríssimo pela frente. Não há nenhuma garantia de que seu grupo político, minoritário, permanecerá unido até o segundo semestre deste ano. Além disso, os balanços indicam que Nilson terá muitas dificuldades de pagar credores até o final do ano. A Funprev, o plano de saúde, a federalização e outros que o digam. Espera-se, pelo menos, que os salários não sejam afetados.
• Revogação
O prefeito enviou à Câmara, ontem, um projeto de lei que pretende revogar o dispositivo que disciplina a forma de aplicação e registro das multas de trânsito na cidade. O prefeito petebista deixou que a lei de autoria de Roberto Bueno (PTB) passasse a valer, a partir de 1999. O dispositivo exigia a presença de duas testemunhas para a aplicação de multas.
• Vale tudo
Considerada inconstitucional pela Polícia Militar, a lei nunca foi aplicada, embora o regime democrático de direito indique que o caminho para sua contestação deveria ter sido o Judiciário. Em Bauru, parece existir o sentimento da terra do vale tudo. Confesso, assino e não pago, deixo para o próximo. Sanciono, mas não aplico, vide as focinheiras. Existo, mas ignoro.
• Desequilíbrio
São sintomas claros de uma situação de governabilidade afetada. Tudo passa a valer, desde que se arranje uma justificativa, o que é muito fácil. Vive-se de versões na política local, daí a sensação que as pessoas comuns têm de que estão sendo enganadas a todo momento, mesmo quando há boas intenções e boas ações.