11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Skaf quer política industrial para o País

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

De acordo com o empresário Paulo Skaf, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit) e candidato à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o setor necessita da implantação de uma política industrial que priorize o produtor, para que o País alcance maior desenvolvimento e crescimento.

“Precisamos de uma política industrial que não esteja subordinada à política econômica, em que as pequenas e grandes indústrias tenham possiblidade de eliminar os obstáculos que existem no caminho do setor produtivo. Temos de privilegiar o produtor”, declara.

O candidato, que esteve ontem em Bauru para apresentar suas idéias e metas a empresários da cidade, opina que as entidades - e em especial a Fiesp - têm deixado de cumprir seu principal papel, que é representar os interesses do setor industrial paulista.

“Ela tem de cumprir seu papel e sua atividade-fim, que é defender a indústria e, assim, defender o Brasil. Eu creio que isso falta atualmente, mas não gosto de comentar o passado, porque nossa energia tem que se concentrar no que vamos fazer no futuro”, declara, diplomático.

Em sua conversa com os empresários, Skaf defendeu a implantação de um plano nacional de incentivo às indústrias, com destaque para a inclusão de pequenas e microempresas. “Não é admissível a divisão das indústrias. Mas não podemos nos contentar com as lamentações intramuros, temos de buscar os produtores e nos aliar com outros setores, com os produtores de matéria-prima, com o varejo, e também criar parcerias com o Congresso, com a Câmara de Deputados, enfim, instaurar um projeto nacional”, ressalta.

Candidato espontâneo

Skaf, que atualmente é um dos 15 vice-presidentes da Fiesp, observa que a candidatura para a presidência das entidades nasceu não de sua vontade, mas do apoio e incentivo dos empresários e dos próprios delegados da federação. “Por isso, temos resultados não só demonstrados nas pesquisas (o Ibope apontou que Skaf teria 62% dos votos dos delegados, segundo as publicações de sua campanha). Tivemos um encontro no qual estavam 83 delegados que manifestaram publicamente seu apoio à nossa candidatura. Tudo caminha bem, meu trabalho à frente da Abit e nosso projeto têm muita credibilidade”, comenta.

Skaf disputa a presidência da Fiesp com mais dois candidatos. Cláudio Vaz, atual diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, é ex-presidente do Sindipeças e tem o apoio do atual presidente, Horácio Lafer Piva. O outro candidato é o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, que é presidente do Conselho Regional de Economistas (Corecon-SP). As eleições da Fiesp e do Ciesp serão realizadas no dia 25 de agosto.

Entre outros pontos defendidos pelo candidato, ele propõe também que a Fiesp assuma uma política pró-ativa em relação aos acontecimentos nacionais. Segundo Skaf, a entidade atualmente apenas reage aos fatos e deveria manifestar-se antecipadamente, também para orientar os empresários.

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As entidades

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi criada em 1928 com o nome de Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), para a representação da indústria paulista em crescimento na época. Na década de 50, a entidade passou a se chamar Fiesp.

Atualmente, a federação conta com 129 sindicatos filiados e representa cerca de 42% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do País. O Ciesp manteve-se como a entidade de representação dos empresários paulistas.