Portugal é um país pequeno se comparado à dimensão territorial brasileira, mas também oferece paisagens contrastantes para o visitante que sair das Beiras, do Porto ou de Lisboa, rumo ao Alentejo.
A região ocupa um terço do território português - do rio Tejo até o Algarve - e mistura campos a perder de vista com castelos, casas, igrejas e fortificações de arquitetura medieval com influências dos mouros, romanos e do gótico, responsável por detalhes especiais.
Se nas Beiras a predominância em termos agrícolas fica por conta dos vinhedos, o que chama a atenção de quem cruza as estradas em excelente estado de conservação do Alentejo são as plantações de trigo, as oliveiras e árvores de cortiça com folhas de múltiplas tonalidades, que vão do verde profundo ao dourado, refletido pela luz solar.
Embora Portugal hoje faça parte da União Européia e tenha se modernizado, em algumas cidades do Alentejo o tempo parece não ter passado. Os casarios pintados em branco “caiação” com detalhes em amarelo, as ruas sinuosas de paralelepípedos e os pastores conduzindo seus rebanhos da mesma forma como faziam no passado seus antepassados, é como uma viagem ao túnel do tempo, cercada de paz e tranqüilidade.
Uma paz intensa que faz os visitantes se sentarem sob as árvores para o “pequeno almoço” (como o café da manhã é chamado em Portugal), para ler o jornal do dia ou apenas para ouvir o canto dos pássaros que naquelas “paragens” soa ainda mais agradável.