Os auditores fiscais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Bauru agendaram para a próxima segunda-feira uma nova “paralisação pontual”. De acordo com a diretora regional do Sindicato dos Auditores Fiscais da Previdência Social do Estado de São Paulo (Sindifisp-SP), Sandra Regina Toledo, a tendência no momento é de greve. “Não houve negociação com o governo”, diz.
Durante o mês passado, quase a totalidade dos auditores - cerca de 40 em Bauru - já haviam parado em quatro ocasiões para “advertir” o governo federal e deliberar os rumos do movimento. A categoria reivindica reajuste salarial de 43,43%, além de outros itens. “Estamos sem reajuste há nove anos”, observa Sandra.
De acordo com ela, o índice de reposição é apenas a correção pela inflação de um período ainda menor: quatro anos, de janeiro de 1999 a dezembro de 2003. “Essa nossa reivindicação de 43,43% é apenas um primeiro ponto”, afirma a sindicalista.
Durante a paralisação de segunda-feira os auditores pretendem engrossar o movimento de outros servidores administrativos da Previdência Social, em greve desde o dia 27 de abril por reajuste de 47,11%. Os procuradores do órgão também estão de braços cruzados há quase dois meses, em reivindicação à equiparação de salários com os procuradores federais e melhores condições de trabalho.
De acordo com o gerente-executivo do INSS em Bauru, Josué Lopes Moreira Filho, a greve dos servidores e procuradores, além da ameaça dos auditores, não está impedindo o atendimento ao público. “Estamos atendendo normalmente”, diz.
Segundo Moreira Filho, o problema é que alguns serviços tornam-se mais lentos. “Dependendo do caso, temos que deslocar o pessoal da retaguarda para a linha de frente. Isso faz com que os processos demorem mais para correr aqui dentro”, afirma.