08 de julho de 2026
Geral

Lojistas do Centro comemoram vendas

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de terem pesquisado os preços nos dias anteriores, os bauruenses decidiram ir às compras ontem. À tarde, boa parte dos lojistas do Calçadão da Batista de Carvalho comemorava o volume de vendas até aquele momento. Segundo eles, tudo caminhava para um resultado superior ao alcançado no Dia das Mães do ano passado.

A exemplo de sexta-feira à noite, ontem o Calçadão ficou novamente lotado. Mas, ao contrário da noite anterior, os consumidores pesquisaram menos e compraram mais.

“Muita gente deixou para comprar no último dia”, contou José Carlos da Silva, gerente de uma loja instalada no Centro da cidade.

De acordo com as estimativas da loja, as vendas deste ano devem superar as de 2003 em cerca de 30%. Como o JC adiantou na edição de ontem, o campeão de vendas continua sendo o telefone celular.

Imbatível, o aparelho deixou para trás os tradicionais produtos da linha branca, como fogões, tanquinhos e geladeiras.

Na opinião do gerente, existe uma explicação prática para isso. Segundo ele, o celular é mais barato do que a grande parte dos eletrodomésticos. Além disso, o pagamento vem sendo bastante facilitado. Em muitos casos, divide-se em dez vezes sem juros.

Aliás, o parcelamento da dívida responde por cerca de 85% das compras. Segundo Silva, apenas 15% das vendas são feitas à vista em sua loja.

A proporção é praticamente a mesma em outra loja do Calçadão. Segundo o gerente Delso Borges de Oliveira, o parcelamento tem sido a opção mais usada pelos clientes já que, geralmente, não há diferença entre o preço à vista e o parcelado.

As filas intermináveis dentro da loja era uma evidência que os filhos haviam deixado realmente para a última hora o presente das mães.

Aliás, filas nos caixas era algo muito comum de se ver ontem à tarde nas lojas do Centro, principalmente naquelas que pertencem às grandes redes.

Toda essa movimentação faz o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, também acreditar em um desempenho de vendas melhor do que o do ano passado.

Segundo ele, os lojistas mostraram-se animados com o crescimento das vendas a partir da última quinta-feira. Anteontem, as vendas realizadas à noite chegaram a representar 40% de tudo que foi comercializado naquele dia. “É uma prova de que o horário diferenciado (abrir as lojas à noite) funciona”, disse Carvalho.

Mas nem todos os lojistas ficaram satisfeitos com as vendas do Dia das Mães. Odair Gonçalves, dono de uma relojoaria, lamentava ontem à tarde o fraco movimento em sua loja.

“Não me iludo mais com o Dia das Mães”, afirmou ele, desanimado. Mesmo com o faturamento em baixa, ele informou que vendeu mais neste ano do que em 2003.

Estacionamentos

Datas comemorativas não são aguardadas com grande expectativa de faturamento apenas pelos lojistas. Donos de estacionamentos também lucram com a grande movimentação de consumidores no Centro da cidade.

A falta de vagas nas ruas centrais, as tarifas da Zona Azul e o risco de furto levam os motoristas a buscarem nos estacionamentos uma alternativa viável.

Quanto mais próximo do Calçadão, melhor. Ontem, todos os estabelecimentos visitados pela reportagem estavam com sua capacidade esgotada.

Um dos estacionamentos, por várias vezes, chegou a fechar o portão para evitar a entrada de mais veículos. Correndo de um lado para outro para guardar ou ajudar na saída de veículos, a responsável pelo estabelecimento não conseguia parar para conversar com a reportagem. Ela teve tempo apenas de dizer o nome: Eliana. Mais nada.