07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Financiamento

O pedido de autorização para contratar até R$ 65 milhões com a CEF visando o futuro tratamento de esgoto de Bauru chegou ao plenário da Câmara em um momento no mínimo indigesto. Depois de criticar acertadamente a confissão de uma dívida sem explicação, de R$ 14,7 milhões, em favor da CPFL, os vereadores decidiram - também corretamente - pela cautela na análise do empréstimo.

• Sem correria

Depois que o empréstimo do viaduto inacabado passou, em pouco tempo, de R$ 10 milhões para R$ 23 milhões, os parlamentares querem se certificar de que a cidade não estará entrando em outra fria. Será preciso analisar sem pressa todos os ângulos do empréstimo pleiteado. A gerência de risco da CEF, aliás, poderia vir a público explicar as condições. O Município garante as receitas de FPM e ICMS para quitar as parcelas no caso de calote.

• Sem dívida

A presidente municipal do PT, Estela Almagro, alerta que o governo Lula dispõe de uma fonte de recursos a fundo perdido para o tratamento de esgoto, ou seja, sem gerar nova dívida para a cidade. Mas, segundo Estela, o prefeito tem que protocolar o pedido até hoje junto à União. A direção petista comunicou o fato a Nilson. Uma reunião vai discutir o tema hoje, às 9h.

• Na Promotoria

Ninguém rejeita a importância do tratamento de esgoto para a cidade. Há uma alegada pressa em dar início ao processo por pelo menos um motivo: o termo de ajustamento feito com o Ministério Público, que prevê prazo até 5 de junho para o término das obras. Já não dá mais tempo. Porém, o promotor Luiz Eduardo Sciuli de Castro é extremamente ponderado e saberá analisar a situação levando em conta os dramas recentes que Bauru tem vivido.

• Discurso alterado

A aprovação pela Câmara Municipal do projeto que amplia de 30% para 100% a gratificação aos procuradores alterou o discurso do governo. O caso abre as portas para que outras categorias reivindiquem reajuste através da ampliação de gratificação salarial. O chefe de Gabinete e prefeitável Antonio Sérgio Marsola foi rápido: “Estamos abertos a negociações”.

• Outras categorias

Os engenheiros e arquitetos empregados na prefeitura também iniciaram, através da Assenag, um processo de reivindicação salarial. Ainda ontem, o tucano João Parreira tentou aprovar emenda para beneficiar estas categorias. A proposta foi considerada ilegal pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação. Os profissionais, agora, vão bater na porta do prefeito. Eles e dezenas de outros grupos de servidores também vão querer o benefício.

• Secretário ausente

Foi notada a ausência do procurador Antonio Carlos Martinez, atual secretário Jurídico da prefeitura, na Câmara, ontem, para defender a proposta. De outra parte, ainda que sob a forma de aumento de gratificação, o ganho extra de vencimentos para os procuradores é justo. O grupo segura nas mãos os pepinos jurídicos de toda a máquina administrativa. O próximo prefeito terá que ter a coragem de reestruturar o plano de cargos e salários.