08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ambulantes nas escolas


| Tempo de leitura: 2 min

Tenho uma filha que estuda no Cisne Real e todo dia que termina a aula os ambulantes se esbanjam nas proximidades da escola. Sei que essa proliferação não acontece só no Cisne, como em muitas outras escolas da cidade. O triste é que os consumidores do local são crianças, ou seja, pessoas inocentes, sem opinião formada. Gostaria que a Seplan, junto ao prefeito e também aos vereadores, tomasse uma posição diante desse fato. Existe lugar para comércio e lugar de estudar. Se nas portas das escolas não deve haver bares, muito menos comércio informal. Vou contar o que acontece...

Buscamos nossos filhos e temos que desviar os olhos deles das raspadinhas, dos algodões-doces, das trufas... Na hora H precisamos convencer as crianças a não comprar o produto. Se deixar, eles consomem todos os dias. Nessa luta, eu encontro amigos no caminho, e ao parar, minha filha se depara com seus colegas comprando o que ela queria. É difícil agir nessa hora. Não é só uma questão de dizer não. Nós, mães, não queremos essa situação. Crianças pequenas não têm noção de tempo. Como dizer que pode tomar uma raspadinha uma vez por semana? Além do fato de que estes tipos de alimentos não são de necessidade do nosso corpo. Também questiono a qualidade dos doces, uma vez que os vendedores que já especulei estão sem alvará de funcionamento.

Acredito que o comércio tem que ser espontâneo. Quando quero comprar alguma coisa, vou ao shopping ou me dirijo a lojas. Tropeçar em camelôs é induzir a compras não intencionais. Esses vendedores precisam ter lugares fixos para trabalhar, o que é dever da Seplan estipular. Os locais podem ser em praças ou até em galerias. Mas a calçada, pelo que eu saiba, é lugar de andar. Não aceito a idéia de dividir o espaço dos pedestres com camelôs. É a mesma coisa que construir lojas nas calçadas. Aí o bicho iria pegar!

Lívia Milanesi Camargo Penteado - jornalista - RG 32.886111-X